Questão FC641886
Nessa situação, qual estratégia está tecnicamente adequada à lógica complementar entre conservação in situ e ex situ?
Direito Ambiental Internacional
IBADE · 2026
Em um programa integrado de conservação de um carnívoro silvestre ameaçado na Mata Atlântica, o médico veterinário participa do comitê técnico que coordena ações in situ (unidades de conservação e propriedades privadas) e ex situ (centros de reprodução e zoológicos). O grupo discute como alinhar manejo sanitário, genético e comportamental entre os dois componentes do programa.
Nessa situação, qual estratégia está tecnicamente adequada à lógica complementar entre conservação in situ e ex situ?
- Manter o plantel ex situ como população reprodutiva isolada do ambiente natural, evitando qualquer reintrodução ou translocação, de modo a reduzir riscos sanitários e assegurar completa independência em relação às populações de vida livre.
- Utilizar rotineiramente indivíduos de vida livre como “doadores” para reforço genético dos plantéis ex situ, priorizando a captura de fêmeas jovens, mesmo em fragmentos que ainda mantêm dinâmica reprodutiva estável.
- Planejar o plantel ex situ como população de seguro, com manejo genético estruturado e protocolos rigorosos de saúde e comportamento, visando gerar indivíduos aptos a reforços populacionais e reintroduções coordenadas com ações de proteção de habitat, conectividade e mitigação de ameaças nas áreas in situ.
- Concentrar investimentos quase exclusivamente em infraestruturas ex situ altamente tecnificadas, utilizando as áreas protegidas apenas como locais de soltura pontual, sem necessidade de monitoramento pós-libertação, desde que os animais apresentem exames clínicos iniciais normais.
- Adotar o princípio de que a conservação in situ é suficiente para a espécie, sempre que existir ao menos uma unidade de conservação com registro recente do táxon, reservando a conservação ex situ apenas para espécies já extintas na natureza.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa descreve corretamente o papel da conservação ex situ como uma população de seguro: indivíduos mantidos para prevenir perda irreversível de diversidade e fornecer material para ações de conservação.
O foco em manejo genético estruturado envolve planejamento por pedigree e/ou genética molecular, controle de endogamia e priorização da variabilidade genética para que os animais mantenham aptidão adaptativa.
Protocolos rigorosos de saúde (triagem, quarentena, biossegurança) e de comportamento (enriquecimento, treinamento de comportamentos naturais) reduzem riscos sanitários e evitam perda de habilidades essenciais para a vida livre.
O objetivo final é gerar indivíduos aptos a reforços populacionais e reintroduções que sejam integrados a ações em in situ como proteção de habitat, restauração de conectividade e mitigação de ameaças.
Coordenação interinstitucional e monitoramento pós-libertação completam a estratégia, assegurando avaliação de sobrevivência, sucesso reprodutivo e impacto na população natural.
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