Questão FC653029
O primeiro passo para um plano de gestão de riscos é a identificação das ameaças, vulnerabilidades e riscos, com base nos conhecimentos, métodos e técnicas existentes. Para determi
Legislação Municipal Urbanística
VUNESP · 2023
O primeiro passo para um plano de gestão de riscos é a identificação das ameaças, vulnerabilidades e riscos, com base nos conhecimentos, métodos e técnicas existentes. Para determinação do nível de risco, recomenda- -se a utilização dos critérios definidos pelo Ministério das Cidades e Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT sendo os riscos classificados em Baixo ou Inexistente – R1; Médio – R2; Alto – R3 e Muito Alto – R4. Com relação a esses critérios, pode-se afirmar corretamente que:
- no risco médio – R2, observa-se a presença de signicativo( s) sinal/feição/ evidência(s) de instabilidade (trincas no solo, degraus de abatimento em taludes).
- no risco baixo, mantidas as condições existentes, é perfeitamente possível a ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas, no período compreendido por uma estação chuvosa ou no período de um ano após o mapeamento realizado.
- no risco muito alto – R4, os condicionantes geológico- geotécnicos predisponentes (inclinação, tipo de terreno etc.) e o nível de intervenção no setor são de alta potencialidade para o desenvolvimento de processos de deslizamentos e solapamentos.
- na definição destes níveis de riscos as intervenções humanas na ocupação do setor podem contribuir com a construção e potencialização do risco através da realização de cortes e escavações, aterros, lançamentos de lixo, entulho, aterros, águas servidas, esgoto, dentre outros.
- o mapeamento de riscos produzidos a partir destes critérios tem aplicação somente como subsídios as intervenções estruturais nas áreas de Riscos Alto – R3 e muito alto – R4.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Intervenções humanas na ocupação do solo, como cortes e escavações, aterros e lançamentos de lixo e entulho, atuam diretamente na construção e potencialização do risco. Essas ações podem reduzir a coesão do solo, desestabilizar encostas e comprometer fundações, aumentando a probabilidade de deslizamentos e colapsos.
O depósito de resíduos e o lançamento de águas servidas e esgoto obstruem drenagens e alteram a permeabilidade do terreno, elevando a chance e a intensidade de inundações e de contaminação de lençóis freáticos. A presença de entulho também aumenta a exposição de pessoas e bens.
Em resumo, ao alterar a vulnerabilidade e a probabilidade dos eventos adversos, essas intervenções elevam tanto a chance quanto as consequências dos perigos, justificando a elevação do nível de risco conforme os critérios técnicos citados.
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