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Questão FC801209

Conforme o art. 25 da Lei Complementar nº 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a o

Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei Complementar nº 101/2000)

FEPESE · 2019

Conforme o art. 25 da Lei Complementar nº 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o reconhecimento contábil dessas transferências, o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) diz que o ente recebedor deve registrar a receita orçamentária no momento:

  1. Da aprovação da autorização para o recebimento da transferência pelo poder legislativo.
  2. Do registro da obrigação correspondente no passivo.
  3. Da efetiva transferência financeira, pois, sendo uma transferência voluntária, não há garantias reais da transferência.
  4. Da previsão orçamentária na Lei Orçamentária Anual (LOA) do ente concedente, que é quando ocorre a garantia da transferência.
  5. Da prestação de contas final dos recursos recebidos, já que é a partir da baixa da obrigação que o ente concedente atesta a correta aplicação dos recursos.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Da efetiva transferência financeira é o momento do reconhecimento da receita orçamentária pelo ente recebedor quando se trata de transferência voluntária. Isso ocorre porque não existe garantia legal automática de repasse; o direito ao recurso só se concretiza com a entrada efetiva do numerário.

O MCASP orienta que, na ausência de cláusula contratual que assegure o pagamento após o cumprimento de condições, não se deve registrar ativo relativo à transferência antes do recebimento.

Em contrapartida, se houver no instrumento pactuado uma obrigação do concedente que gere direito certo ao recurso, o ente beneficiário pode reconhecer um direito a receber até a quitação efetiva.


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