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Questão FC803050

A Tabela a seguir mostra as definições de possibilidades de uso da Mata Atlântica pelo Decreto 750/93 e os critérios para definição dos estádios de regeneração para o Estado de San

Sem classificação

FEPESE · 2006

A Tabela a seguir mostra as definições de possibilidades de uso da Mata Atlântica pelo Decreto 750/93 e os critérios para definição dos estádios de regeneração para o Estado de Santa Catarina, pela Resolução do CONAMA 04/94.

Estádio sucessional

Agricultura Manejo Sustentado Parcelamento do solo para fins urbanos

Obras e projetos de interesse público

Primário

Não permitido Não permitido Não permitido

Não permitido

Secundário avançado

Não permitido Permitido Permitido

Permitido

Secundário médio

Não permitido Permitido Permitido

Permitido

Secundário inicial

Permitido Permitido Permitido

Permitido

O Decreto 750 definiu os limites para uso e conservação da Mata Atlântica, dispondo sobre o corte, a exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estádios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica. O detalhamento dos parâmetros básicos e respectivos valores que possam definir os estádios da sucessão foram atribuídos ao IBAMA e órgãos estaduais competentes, submetidas à aprovação do CONAMA. Em Santa Catarina, o critério de definição dos diferentes estádios fenológicos foi estabelecido pela Resolução n.04/1994, do CONAMA. A aplicação prática dos ditames dessa lei para classificar a vegetação em diferentes estádios de sucessão passa por duas limitações importantes:

  1. ( ) conhecimento das espécies pioneiras e secundárias dentro da estrutura da vegetação; falta de normatização para amostragem, principalmente no que se refere aos valores mínimos de diâmetro, altura e área basal para inclusão dos indivíduos dentro da amostra de cada estádio fenológico.
  2. ( ) exigência de alto grau de especialização do técnico no reconhecimento das espécies apontadas como típicas dentro de cada estágio fenológico; estratificação desuniforme da vegetação.
  3. ( ) extensão de áreas dentro de cada estádio fenológico; estrutura da vegetação muito homogênea.
  4. ( ) exigência de alto grau de especialização do técnico no reconhecimento das espécies apontadas como típicas dentro de cada estádio fenológico; valor do diâmetro médio que define o que é um estádio médio de regeneração.
  5. ( ) exigência de alto grau de especialização do técnico no reconhecimento das espécies apontadas como típicas dentro de cada estádio fenológico; falta de normatização para amostragem, principalmente no que se refere aos valores mínimos de diâmetro, altura e área basal para inclusão dos indivíduos dentro da amostra de cada estádio fenológico.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa aponta duas limitações práticas centrais. A primeira é o exigência de alto grau de especialização para o reconhecimento das espécies consideradas típicas de cada estádio fenológico. Em campo, diferenças sutis entre espécies jovens, variações sazonais e sobreposição de caracteres tornam a identificação complexa, o que aumenta a subjetividade e a variabilidade entre técnicos.

A segunda limitação é a falta de normatização para amostragem. Sem parâmetros mínimos claros de diâmetro, altura e área basal para incluir indivíduos, torna‑se impossível comparar levantamentos, replicar estudos e aplicar a legislação com segurança jurídica.

Em conjunto, essas falhas comprometem a classificação consistente dos estádios sucessionais e exigem formação especializada e protocolos padronizados para reduzir erro técnico e litígios administrativos.

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