Questão FC803054
Os incentivos fiscais previstos no Código Florestal, instituído pela Lei 4711/65, bem como programas como o Programa de Plantio Comercial de Florestas (PROPFLORA) e o PRONAF Flores
Sem classificação
FEPESE · 2006
Os incentivos fiscais previstos no Código Florestal, instituído pela Lei 4711/65, bem como programas como o Programa de Plantio Comercial de Florestas (PROPFLORA) e o PRONAF Florestal, ambos criados em 2002, trouxeram grande estímulo aos reflorestamentos, principalmente de espécies de crescimento rápido como o Pinus spp e o Eucalyptus spp. Tal fato, no entanto, apresentou alguns aspectos positivos e outros negativos, tais como:
- ( ) Maior estímulo ao reflorestamento; manutenção de empregos diretos e indiretos; melhor qualidade da madeira produzida; melhoria da fertilidade do solo.
- ( ) Menor incentivo ao desmatamento realizado por pequenos agricultores familiares, interessados em mais espaço para a sua agricultura; melhoria da fertilidade do solo; produção de madeira de melhor qualidade.
- ( ) Menor pressão sobre as florestas nativas; manejo mais adequado das espécies e melhoria da fertilidade e características físicas do solo.
- ( ) Uso constante dos critérios traçados no zoneamento agroecológico para reflorestamento de áreas; maior rendimento econômico, apesar do maior custo de produção.
- ( ) Menor pressão sobre as florestas nativas; manejo inadequado das espécies, gerando a produção de madeiras de baixa qualidade para a indústria moveleira e serrarias; dificuldade em conter o desmatamento realizado por pequenos agricultores familiares, interessados em mais espaços para a sua agricultura.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Os incentivos fiscais e programas como PROPFLORA e PRONAF Florestal estimularam os reflorestamentos, sobretudo com espécies de crescimento rápido como Pinus e Eucalyptus.
Uma consequência positiva é a menor pressão sobre as florestas nativas. Plantios comerciais fornecem madeira e fibra, reduzindo a extração predatória e a exploração de remanescentes florestais para fins industriais.
Entre os aspectos negativos está o manejo inadequado desses plantios. Rotação curta, falta de desbaste e poda resultam em madeira com muitos nós e defeitos, gerando madeiras de baixa qualidade para a indústria moveleira e serrarias.
Outra limitação é a dificuldade de conter o desmatamento promovido por pequenos agricultores familiares, que buscam ampliar áreas agrícolas por falta de alternativas fundiárias e de renda, problema não resolvido apenas por incentivos a reflorestamento.
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