Questão FC90035
As seguintes premissas referem-se a uma argumentação hipotética: Se Paulo é inocente, então João ou Jair é culpado. Se João é culpado, então Jair é inocente. Se Jair é culpado, ent
Lógica de Proposições
CEBRASPE (CESPE) · 2014
- Se Paulo é inocente, então João ou Jair é culpado.
- Se João é culpado, então Jair é inocente.
- Se Jair é culpado, então, no depoimento de José e no de Maria, todas as afirmações de José eram verdadeiras e todas as afirmações de Maria eram falsas.
Considerando as proposições P: Paulo é inocente; Q: João é culpado; R: Jair é culpado; S: José falou a verdade no depoimento; e T: Maria falou a verdade no depoimento, é correto concluir que P → Q ∨ S ∨ T.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Comentário:
Para analisar a proposta de conclusão \( P \rightarrow (Q \vee S \vee T) \), vamos primeiro identificar as premissas dadas e traduzi-las em forma de lógica proposicional.
As premissas podem ser formuladas da seguinte forma:
1. \( P \rightarrow (Q \vee R) \)
2. \( Q \rightarrow \neg R \)
3. \( R \rightarrow (S \land \neg T) \)
Nosso objetivo é verificar se, assumindo \( P \) como verdadeiro, podemos deduzir a conclusão apresentada. Para isso, vamos usar uma técnica chamada de "análise de baixo para cima".
Vamos considerar a conclusão falsa:
Se \( P \) é verdadeiro, então \( Q \) é falso, \( S \) é falso e \( T \) é falso.
Assim, temos:
- Verificação da Primeira Premissa:
Se \( P \) é verdadeiro, a primeira premissa se torna:\(
Verdadeiro \rightarrow (Falso \vee R)\).
Para essa premissa ser verdadeira, o consequente deve ser verdadeiro. Portanto, como \( Falso \) não é suficiente para garantir a verdade na disjunção, precisamos que \( R \) seja verdadeiro. - Verificação da Segunda Premissa:
Com \( Q \) sendo falso, temos:
\( Falso \rightarrow (\neg R) \), o que é sempre verdadeiro, pois um condicional com antecedente falso é verdadeiro. - Verificação da Terceira Premissa:
Para \( R \) verdadeiro, temos \( R \rightarrow (S \land \neg T) \).
Substituindo os valores, temos:
Verdadeiro \rightarrow (Falso \land Verdadeiro)
A parte direita da implicação é falsa, portanto a premissa se torna falsa, o que resulta em um conflito, já que assumimos que todas as premissas poderiam ser verdadeiras.
Assim, não conseguimos manter \( P \) verdadeiro junto com \( Q \), \( S \) e \( T \) todos falsos ao mesmo tempo sem contradizer as premissas. Esta análise mostra que surge uma implicação verdadeira: as premissas garantem que a conclusão também deve ser verdadeira.
Desse modo, podemos concluir que a afirmação:
“É correto concluir que \( P \rightarrow (Q \vee S \vee T) \)” é CERTO.
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