Questão FC90043
As proposições A, B e C listadas a seguir constituem as premissa de um argumento: A: Se a proteção de inventores é estabelecida atribuindo-lhes o monopólio da exploração comercial
Lógica de Proposições
CEBRASPE (CESPE) · 2014
A: Se a proteção de inventores é estabelecida atribuindo-lhes o monopólio da exploração comercial da invenção por um período limitado de tempo, então o direito de requerer uma patente de invenção contribui para o progresso da ciência.
B: Se o direito de requerer uma patente de invenção é utilizado tão somente para prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais nada efetivamente foi agregado, então esse direito não só não contribui para o progresso da ciência como também prejudica o mercado.
C: O direito de requerer uma patente de invenção, ou contribui para o progresso da ciência, ou prejudica o mercado, mas não ambos.
Tendo como referência essas premissas, em cada item é apresentada uma conclusão para o argumento. Julgue se a conclusão faz que a argumentação seja uma argumentação válida.
O direito de requerer uma patente de invenção estabelece a proteção de inventores atribuindo-lhes o monopólio da exploração comercial da invenção por um período limitado de tempo, mas é utilizado tão somente para prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais nada efetivamente foi agregado.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Comentário: Vamos analisar as premissas e a conclusão do argumento para entender por que a conclusão é ERRADA.
Primeiro, vamos simbolizar as proposições simples:
- p: a proteção de inventores é estabelecida atribuindo-lhes o monopólio da exploração comercial da invenção por um período limitado de tempo.
- q: o direito de requerer uma patente de invenção contribui para o progresso da ciência.
- r: o direito de requerer uma patente de invenção é utilizado tão somente para prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais nada efetivamente foi agregado.
- s: o direito de requerer uma patente de invenção prejudica o mercado.
Agora, as premissas podem ser escritas da seguinte forma:
- A: \( p \to q \) (se A, então B)
- B: \( r \to (\neg q \land s) \) (se C, então D e E)
- C: \( q \oplus s \) (ou B ou C, mas não ambos)
A conclusão proposta é:
O direito de requerer uma patente de invenção estabelece a proteção de inventores atribuindo-lhes o monopólio da exploração comercial da invenção por um período limitado de tempo, mas é utilizado tão somente para prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais nada efetivamente foi agregado.
Essa conclusão pode ser simbolizada como \( p \land r \) (p e r).
Para verificar a validade do argumento, usamos o método da conclusão falsa. Presumimos que a conclusão é falsa e vemos se podemos tornar todas as premissas verdadeiras ao mesmo tempo.
Se \( p \land r \) é falsa, temos duas opções:
1. \( p \) é falso
2. \( r \) é falso
Vamos considerar o primeiro caso: se \( p \) é falso, então a premissa A (\( p \to q \)) se torna verdadeira, pois uma condicional com antecedente falso é sempre verdadeira.
Agora, analisando as premissas B e C:
- Para a premissa B ser verdadeira, podemos assumir \( r \) como falso e \( q \) como verdadeiro, e assim conseguimos tornar B verdadeira independentemente do valor de \( s \).
- Para a premissa C ser verdadeira, dado que \( q \) é verdadeiro e \( s \) pode ser falso, a premissa C também permanecerá verdadeira (considerando que \( q \) é verdadeiro, isso não contradiz a exclusividade definida na disjunção).
Assim, conseguimos ter todas as premissas verdadeiras enquanto temos a conclusão falsa, o que demonstra que o argumento não é válido.
Em resumo, a conclusão proposta não se sustenta pelas premissas apresentadas, tornando o argumento ERRADO.
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