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Questão FC162881

No mês de setembro de 2022, determinado ente subnacional enviou um projeto de lei orçamentária à Assembleia Estadual com estimativa da receita do IPVA para os anos de 2023, 2024 e

Receita Pública (AFO e CPU)

CEBRASPE (CESPE) · 2022

No mês de setembro de 2022, determinado ente subnacional enviou um projeto de lei orçamentária à Assembleia Estadual com estimativa da receita do IPVA para os anos de 2023, 2024 e 2025, nos valores, em milhares de reais, apresentados na seguinte tabela.

item 2023 2024 2025
receita bruta dos fatos geradores do exercício 1.600.000 1.650.000 1.700.000
(–) desconto para pagamento em cota única 50.000 55.000 60.000
(–) inadimplência estimada 200.000 210.000 215.000
(+) arrecadação estimada de exercícios anteriores 20.000 21.000 22.000
(+) receita estimada da dívida ativa 100.000 110.000 120.000
(+) receita estimada de multas e juros 18.000 20.000 21.000
(–) renúncia estimada 150.000 160.000 170.000
(=) receita líquida prevista de IPVA 1.338.000 1.376.000 1.418.000


Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item a seguir.

Se, ao final do exercício de 2023, a receita arrecadada de IPVA alcançar o valor de R$ 1.300.000, devido ao aumento da inadimplência para R$ 238.000, deverá ser inscrito em dívida ativa o valor de R$ 238.000.

  1. Certo
  2. Errado
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Comentário: A questão aborda um aspecto fundamental do direito tributário, especificamente no que tange à dívida ativa de um ente federativo.

O cenário apresentado envolve uma previsão de receita do IPVA que, mesmo diante de uma arrecadação total de R$ 1.300.000 em 2023, revela um aumento na inadimplência que deve ser considerado.

Ao totalizar R$ 238.000 em débitos não pagos, este valor deve ser categoricamente inscrito em dívida ativa. De acordo com o artigo 39 da Lei nº 4.320/1964, créditos tributários exigíveis após o prazo de pagamento se tornam Dívida Ativa, uma vez que preencham os requisitos de certeza e liquidez.

Assim, a contabilização desse montante de inadimplência é necessária para regularizar a situação fiscal do contribuinte e permitir ao ente federativo a adoção das medidas de cobrança.

A lógica é que, se houve a previsão de arrecadação e parte desse valor não foi recebida, ela representa uma obrigação ainda a ser cumprida, a qual deve ser registrada como uma dívida a ser cobrada futuramente.

Portanto, a afirmação de que o montante de R$ 238.000 precisa ser inscrito em dívida ativa é correta, evidenciando o funcionamento do sistema tributário e a responsabilidade fiscal do governo.

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