Questão FC176687
Determinado indivíduo de nome Amarildo foi preso temporariamente no dia 15 de jan. de 2018, mas recebeu alvará de soltura no dia 19 de jan. de 2018. O Distrito Policial foi notific
Da Ação Penal (arts. 24 a 62 do CPP)
Instituto AOCP · 2018
- Impetrar mandado de segurança contra o membro do Ministério Público que pugnou pelo arquivamento da representação, pedindo, ao fim, para que o agente acusador ofereça a denúncia criminal por indícios de autoria e materialidade.
- Oferecer ação penal privada com queixacrime, no prazo de 6 (seis) meses, contados do encerramento do prazo do Ministério Público, contendo a procuração poderes especiais, devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal.
- Ajuizar ação indenizatória por danos morais, uma vez que a sanção penal caducou com a inércia do Ministério Público.
- Requerer instauração de inquérito policial, desta vez contra o membro do Ministério Público que pugnou pelo arquivamento do referido inquérito, suscitando o eventual crime de prevaricação.
- Oferecer ação penal pública com denúncia criminal, requerendo em cota apartada que o Ministério Público seja intimado, como custus legis, a aditar a peça.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Comentário: A alternativa C apresenta a solução adequada para o caso em questão, pois, uma vez que o Ministério Público decidiu pedir o arquivamento do inquérito, esta decisão implica que não houve a inércia do órgão acusador, mas sim uma manifestação de entendimento sobre a inexistência de fundamentos para a ação penal. Assim, a ação penal privada subsidiária da pública não pode ser proposta, pois conforme preconiza o artigo 29 do Código de Processo Penal, a titularidade da ação penal não é da vítima em casos onde o Parquet se pronuncia em favor do arquivamento. Portanto, a alternativa correta nos leva a concluir que a única medida cabível para Amarildo é a de ajuizar uma ação indenizatória por danos morais, em virtude do abuso de autoridade perpetrado pelo agente público que descumpriu a ordem de soltura. Essa ação indenizatória é fundamentada na violação dos direitos da personalidade do indivíduo, resultante da manutenção indevida na prisão, consolidando-se como a via apropriada para obter reparação pelos danos sofridos.
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