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Questão FC176947

Em qual das seguintes situações o Operador de Monitoramento pode estar cometendo o crime de violação de sigilo funcional, previsto no Decreto Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940

Dos Crimes contra a Administração Pública (arts. 312 a 359 H do CP)

Instituto AOCP · 2020

Em qual das seguintes situações o Operador de Monitoramento pode estar cometendo o crime de violação de sigilo funcional, previsto no Decreto Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal Brasileiro) – Art. 325, revelando fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação?
  1. Quando uma cópia da imagem disponibilizada foi de forma legal, evitando seu extravio da central de videomonitoramento para outros fins.
  2. Quando não são permitidas as imagens que podem ser gravadas diretamente da tela do computador via celular, câmera ou outro equipamento eletrônico.
  3. Quando algumas imagens que saírem da central de videomonitoramento não apresentem um solicitante formal, e não conste uma pessoa que autorize essas solicitações e, ainda, não possuam o registro da saída da cópia dessas imagens.
  4. Quando a recuperação de imagem, seja do sistema, seja de imagens exportadas, se dá diante de uma solicitação de imagens para os casos de inquérito policial, processos judiciais, corregedoria etc.
  5. Quando a solicitação ocorre de forma oficial pela autoridade requisitante, geralmente por meio de ofício, que deve ser autorizado pela pessoa responsável pelaguarda das imagens e só após haverá o fornecimento de cópia da imagem solicitada em mídia específica e devidamente registrada.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Comentário: A alternativa correta, "C", aborda uma situação em que o operador de monitoramento poderia, efetivamente, incorrer no crime de violação de sigilo funcional, conforme previsto no art. 325 do Código Penal. Isso ocorre porque, ao revelar ou facilitar a revelação de imagens sem a devida autorização ou solicitação formal, o operador está desrespeitando os limites da sua função e comprometendo informações que deveriam permanecer em sigilo. A menção específica de que as imagens saem da central de videomonitoramento sem um solicitante formal implica que não há uma justificativa legítima para o acesso ou compartilhamento dessas informações. Além disso, a ausência de registro sobre a saída das cópias reforça a ilegalidade da ação, pois indica que o operador não está seguindo os procedimentos adequados para a manipulação de dados sensíveis. Esta conduta fere diretamente o princípio da transparência e segurança nas atividades da Administração Pública e, portanto, caracteriza a violação do sigilo a que se referem as normas legais, evidenciando a gravidade da ação ilícita cometida pelo profissional.

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