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Questão FC177001

Acerca dos princípios de Direito Penal, assinale a alternativa INCORRETA.

Princípios de Direito Penal

Instituto AOCP · 2021

Acerca dos princípios de Direito Penal, assinale a alternativa INCORRETA.
  1. O postulado da intranscendência impede que sanções e restrições de ordem jurídica superem a dimensão estritamente pessoal do infrator.
  2. Segundo o princípio da subsidiariedade, a atuação do Direito Penal é cabível unicamente quando os outros ramos do Direito e os demais meios estatais de controle social tiverem se revelado impotentes para o controle da ordem pública.
  3. O princípio da proporcionalidade possui três destinatários: o legislador (proporcionalidade abstrata), o juiz da ação penal (proporcionalidade concreta) e os órgãos da execução penal (proporcionalidade executória).
  4. A impossibilidade de punição da autolesão se justifica pelo caráter fragmentário do Direito Penal.
  5. O princípio da adequação social consubstancia-se em causa supralegal de exclusão da tipicidade, haja vista que não pode ser considerado criminoso ocomportamento humano que, embora tipificado em lei, não afronta o sentimento social de justiça.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Comentário: A alternativa D afirma que "a impossibilidade de punição da autolesão se justifica pelo caráter fragmentário do Direito Penal", e essa afirmação é considerada incorreta. O que realmente fundamenta a não punição da autolesão é o princípio da alteridade, proposto pelo renomado jurista Claus Roxin. Este princípio estabelece que o Direito Penal deve ter uma preocupação primordial com a proteção de bens jurídicos alheios, ou seja, atua apenas quando há uma ofensa a interesses de terceiros. A autolesão, por ser um ato que afeta apenas o próprio agente, não invade a esfera de proteção de bens jurídicos de outros indivíduos. Portanto, essa conduta não deve ser tipificada como crime, uma vez que o Direito Penal deve atuar de maneira a preservar a ordem social e proteger direitos de terceiros, e não se transformar em um meio de controle sobre ações que não afetam diretamente a coletividade. Assim, a justificativa apresentada na alternativa está equivocada ao relacionar a questão da autolesão ao caráter fragmentário do Direito Penal, quando, na realidade, a correta compreensão desse fenômeno reside na lógica da alteridade.

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