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Questão FC237026

O Município “X” pretende passar a cobrar determinada quantia em dinheiro dos cidadãos interessados em explorar atividade comercial em áreas públicas pré-estabelecidas, tais como pa

Espécies de Tributos

VUNESP · 2022

O Município “X” pretende passar a cobrar determinada quantia em dinheiro dos cidadãos interessados em explorar atividade comercial em áreas públicas pré-estabelecidas, tais como parques, praças e calçadas em contrapartida à utilização exclusiva desses espaços. A respeito dessa situação hipotética, é correto afirmar, com base na legislação tributária nacional, que

  1. a legislação tributária nacional não autoriza a utilização de espaços públicos para atividades comerciais, ainda que mediante pagamento ao Poder Público.
  2. a cobrança deverá ser estabelecida na forma de taxa em razão do serviço público indivisível colocado à disposição dos comerciantes, devendo ser criada mediante lei.
  3. a legislação tributária nacional exige que a cobrança seja estabelecida na espécie de contribuição, em razão de não se tratar de serviço público divisível, mas sim indivisível.
  4. a cobrança deverá ser estabelecida na forma de taxa em razão do exercício do poder de polícia municipal, podendo ser criada mediante decreto editado pelo Chefe do Poder Executivo.
  5. por se tratar de cobrança como contrapartida pela utilização não compulsória de um bem público, não é possível a definição de eventual cobrança como tributo, mas sim como preço público.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Trata-se de cobrança pela utilização exclusiva de bem público como contrapartida voluntária: nesses casos a exação não é tributo, mas sim preço público (ou tarifa).

O elemento decisivo é a voluntariedade — o cidadão opta por explorar comercialmente o espaço público; não há prestação pecuniária compulsória típica do tributo. Assim, a receita nasce da exploração patrimonial do ente público e configura receita originária, sujeita ao regime negocial/privado, não ao sistema tributário.

Em síntese: a cobrança é legítima como preço público, que remunera a utilização facultativa do bem, não como tributo exigido independentemente da vontade do particular.

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