Questão FC237389
O Estado X publicou uma lei que determina a isenção de IPVA para os proprietários de veículos automotores com deficiência auditiva que estejam aposentados, desde que comprovada a d
Legislação Tributária (arts. 96 a 112 do CTN e art. 146 e 146 A da CF/1988)
FGV · 2022
O Estado X publicou uma lei que determina a isenção de IPVA para os proprietários de veículos automotores com deficiência auditiva que estejam aposentados, desde que comprovada a deficiência por meio de junta médica oficial.
Sobre a hipótese descrita, assinale a afirmativa correta.
- Os proprietários de veículos com deficiência motora, visual ou mental, por analogia, poderão requerer a extensão do benefício fiscal, ainda que estejam no exercício de atividade laboral.
- A referida lei deve ser interpretada literalmente. Portanto, somente aqueles com deficiência auditiva e que sejam aposentados poderão se beneficiar da isenção.
- É possível a interpretação extensiva da referida norma para beneficiar o deficiente auditivo, ainda que se encontre no exercício de atividade laboral.
- A referida norma é inconstitucional por violar o princípio da isonomia tributária.
- Em razão do princípio da justiça social, a interpretação da lei tributária deve ser extensiva a toda e qualquer pessoa deficiente, seja ela visual, auditiva, motora ou mental, que esteja aposentada.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A norma estadual cria uma hipótese específica de benefício fiscal: isenção do IPVA para proprietários com deficiência auditiva que sejam aposentados, mediante comprovação por junta médica oficial.
Pela regra do direito tributário, a outorga de isenção deve receber interpretação literal (cf. art. 111, II, CTN): o benefício alcança apenas quem se enquadrar exatamente nos requisitos legais.
Na prática isso significa que é preciso preencher cumulativamente as condições previstas: ser portador de deficiência auditiva, estar aposentado e apresentar o laudo da junta médica. Não cabe ampliação do alcance por analogia ou interpretação extensiva.
Assim, o administrador tributário e o julgador fiscal devem aplicar a norma tal como redigida, exigindo a documentação prevista para reconhecer a isenção.
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