Questão FC238614
O Estado ABC pretende fixar, por meio de lei, índices de correção monetária e taxas de juros incidentes sobre seus créditos tributários em índice superior ao estabelecido pela Uniã
Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Tributária
FGV · 2023
O Estado ABC pretende fixar, por meio de lei, índices de correção monetária e taxas de juros incidentes sobre seus créditos tributários em índice superior ao estabelecido pela União.
Nesse sentido, é correto afirmar que o Estado ABC
- pode legislar sobre índices de correção monetária e taxas de juros de mora incidentes sobre seus créditos fiscais, limitando-se, porém, aos percentuais estabelecidos pela União para os mesmos fins, visto que à União compete legislar sobre normas gerais.
- pode legislar sobre índices de correção monetária e taxas de juros de mora incidentes sobre seus créditos fiscais em limites superiores aos percentuais estabelecidos pela União para os mesmos fins, tendo em vista tratar-se de competência legislativa concorrente.
- não pode legislar sobre índices de correção monetária e taxas de juros de mora incidentes sobre seus créditos fiscais, devendo utilizar, para tais fins, a legislação da União.
- somente pode legislar sobre índices de correção monetária e taxas de juros de mora incidentes sobre seus créditos não-fiscais.
- somente pode legislar sobre índices de correção monetária e taxas de juros de mora incidentes sobre seus créditos fiscais, em índices superiores aos estabelecidos pela União, por meio de lei complementar.
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Gabarito
A
Comentário do professor
O Estado ABC pode legislar sobre índices de correção monetária e taxas de juros de mora aplicáveis aos seus créditos tributários, por se tratar de matéria de interesse local e de competência legislativa dos entes federados.
Contudo, essa competência é exercida sob a limitação imposta pela União, que fixa as normas gerais e os percentuais válidos para fins de atualização e juros nos tributos.
Na prática, isso significa que o Estado tem autonomia para editar a norma, mas não pode adotar percentuais superiores aos estabelecidos pela União, sob pena de incompatibilidade constitucional.
Essa compreensão foi consolidada pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a possibilidade de atuação estadual com a ressalva do respeito aos limites federais (repercussão geral).
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