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Questão FC239163

O Presidente da República, na condição de Chefe de Estado, tem atribuições relevantes no plano das relações internacionais. Assim, é correto afirmar que, na celebração de tratados

Da Organização dos Poderes (arts. 44 a 135 da CF/1988)

VUNESP · 2021

O Presidente da República, na condição de Chefe de Estado, tem atribuições relevantes no plano das relações internacionais. Assim, é correto afirmar que, na celebração de tratados e convenções internacionais,

  1. independentemente da situação própria das convenções nacionais de trabalho, ou de alguma obrigação imposta pelo próprio tratado em causa, o Chefe de Governo pode mandar arquivar, desde logo, o produto aprovado pelo Congresso Nacional.
  2. a vontade nacional afirmativa, quanto à assunção desses compromissos externos, é de atribuição privativa do Chefe do Poder Executivo.
  3. o Presidente da República, após o abono do Congresso Nacional, deverá dar curso ao processo determinante do consentimento, não havendo liberdade para estudos aprofundados complementares.
  4. a vontade individualizada dos Poderes Executivo e Legislativo é necessária, porém insuficiente para a aprovação, que repousa sobre a vontade conjugada dos dois poderes políticos.
  5. o Presidente da República confere os necessários efeitos básicos a esses documentos, a exemplo da promulgação e do comando para executoriedade no território nacional, por meio de decreto, resolução ou medida provisória.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa aponta que a celebração de tratados envolve a vontade conjugada do Executivo e do Legislativo: ambos são necessários, mas isoladamente insuficientes.

No procedimento constitucional brasileiro, o Chefe do Executivo negocia e assina o tratado, enquanto o Congresso Nacional exerce a aprovação parlamentar. Esses atos integram um ato complexo, cujo resultado só produz efeitos internos após a manifestação conjunta das duas autoridades.

Esse arranjo é descrito como dualismo moderado: não se exige, necessariamente, a edição de lei formal distinta, mas sim um iter procedimental que combina a aprovação congressional e a promulgação executiva.

Assim, a eficácia doméstica do tratado depende da cooperação entre Executivo e Legislativo, garantindo controle mútuo e legitimidade aos compromissos internacionais.

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