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Questão FC239707

Considere que Cláudio é prefeito de Jaguariúna e deseja se ausentar do município por 20 (vinte) dias. Luciano, o vice-prefeito, já informou a Cláudio que se recusará a substituí-lo

Leis Orgânicas dos Municípios

VUNESP · 2021

Considere que Cláudio é prefeito de Jaguariúna e deseja se ausentar do município por 20 (vinte) dias. Luciano, o vice-prefeito, já informou a Cláudio que se recusará a substituí-lo, pois está fazendo uma reforma em sua casa e sem tempo para outras obrigações. Paulo, presidente da Câmara Municipal, também não quer assumir o cargo do prefeito durante sua ausência. Com base na Lei Orgânica do Município de Jaguariúna, é correto afirmar que

  1. Cláudio poderá se ausentar do município por 20 (vinte) dias, independentemente de licença da Câmara Municipal, pois esta apenas é exigida para ausência superior a 30 (trinta) dias.
  2. Luciano pode livremente se recusar a substituir o prefeito, já que não há sanção prevista para tal recusa, desde que o faça formalmente, por escrito, em 05 (cinco) dias.
  3. Cláudio poderá se ausentar por 20 (vinte) dias do município, independentemente de prévia licença do presidente da Câmara Municipal, desde que Luciano aceite substituí-lo.
  4. caso Paulo se recuse por qualquer motivo a assumir o cargo de Prefeito, perderá incontinenti a sua função de dirigente do Legislativo.
  5. Cláudio poderá se ausentar por até 120 (cento e vinte) dias do município, independentemente de licença prévia da Câmara Municipal, sem perda do mandato e recebendo sua remuneração mensal.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Consoante a Lei Orgânica do Município, o presidente da Câmara é o terceiro na linha de substituição do chefe do Executivo (após o vice-prefeito). Trata‑se de dever legal de assumir a prefeitura na ausência do titular.

Se o presidente da Câmara, aqui Paulo, se recusar a assumir, ocorre a perda incontinenti de sua função dirigente no Legislativo. Isso significa que a recusa configura impedimento imediato e automática destituição do cargo de presidente da Câmara.

Essa regra visa garantir a continuidade da administração municipal e evitar que escolha pessoal do parlamentar suspenda o funcionamento do Executivo.

Em suma: a recusa não é mera opção pessoal, mas conduta que acarreta a perda instantânea do mandato de direção da Câmara.

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