Questão FC239807
Considere que o art. 150 da Constituição do Estado X vedou aos municípios do respectivo Estado da Federação a possibilidade de alterarem a destinação, os fins e os objetivos origin
Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Constitucional
VUNESP · 2021
Considere que o art. 150 da Constituição do Estado X vedou aos municípios do respectivo Estado da Federação a possibilidade de alterarem a destinação, os fins e os objetivos originários de loteamentos definidos como áreas verdes ou institucionais. Todavia, o Chefe do Poder Executivo Municipal deseja ir contra ao que preleciona tal dispositivo e gostaria da opinião do procurador jurídico do município. Com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o procurador jurídico deve afirmar que
- o art. 150 da Constituição do Estado X é constitucional, pois a competência privativa para legislar sobre direito urbanístico é dos Estados.
- a delimitação de competência municipal por meio de dispositivo da constituição estadual ofende o princípio da autonomia municipal e a norma é inconstitucional.
- a norma é inconstitucional, na medida em que compete privativamente à União legislar sobre direito urbanístico e direito ambiental.
- o art. 150 da Constituição do Estado X é apenas parcialmente inconstitucional e o prefeito poderá alterar somente os objetivos originários de loteamentos definidos como áreas verdes.
- a limitação imposta pela norma é constitucional, pois União e Estados são os únicos entes responsáveis pela execução da política de desenvolvimento urbano.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O procurador deve afirmar que a norma estadual é inconstitucional, pois viola a autonomia municipal garantida pela Constituição Federal (art. 18).
Os Municípios têm competência para legislar sobre assuntos de interesse local e para o ordenamento territorial (art. 30, I e VIII; art. 182), o que abrange o uso e a destinação do solo urbano.
Na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (ex., ADI 6.602), foi firmada a tese de que dispositivo estadual que delimita ou suprima prerrogativas municipais em matéria urbanística afronta a autonomia municipal e é formalmente inconstitucional.
Portanto, o procurador deve orientar que o município não está vinculado à vedação estadual e que a norma estadual pode ser questionada por ofensa à Constituição.
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