Questão FC239930
A Constituição Federal estabelece que as empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. Na hipótes
Questões sem classificação de assunto (Direito Constitucional)
VUNESP · 2024
A Constituição Federal estabelece que as empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. Na hipótese, portanto, de uma empresa estatal pretender a imunidade de imposto que incide regularmente sobre empresas privadas, é correto afirmar que a eventual concessão da pretendida imunidade tributária seria
- constitucional, pois os entes federados estão impedidos de exigir impostos de qualquer empresa estatal, independentemente do tipo de atividade por ela exercida.
- inconstitucional, independentemente do tipo de atividade por ela exercida, tendo em vista que se constituiria em violação ao princípio da isonomia tributária.
- constitucional, com base na imunidade tributária recíproca, desde que ela exerça atividade de prestação de serviço público, ainda que não exclusivo do Estado.
- inconstitucional, ainda que as empresas estatais sejam prestadoras de serviços públicos, se elas exigirem cobrança de tarifa de seus usuários.
- constitucional, para empresas públicas, e inconstitucional, para sociedades de economia mista, independentemente do tipo de atividade por elas exercida.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Constitucional: a imunidade pleiteada pode ter fundamento na imunidade tributária recíproca prevista no artigo 150, VI, “a”, da CF, que veda a tributação entre entes federativos e protege, em circunstâncias, quem presta serviço público.
Para incidir, exige‑se que a empresa estatal seja delegatária de serviço público — ou seja, exerça atividade de prestação de serviço público — situação que legitima a extensão da imunidade mesmo quando a prestação não é exclusiva do Estado.
Essa possibilidade não é absoluta: a jurisprudência e a doutrina condicionam a imunidade à preservação da isonomia e da livre concorrência, de modo a evitar privilégios que prejudiquem o setor privado.
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