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Questão FC240270

Determinado partido político protocolou representação junto ao Tribunal de Contas do Estado questionando a legalidade, para fins de registro, dos atos de admissão de servidores nom

Questões sem classificação de assunto (Direito Constitucional)

VUNESP · 2023

Determinado partido político protocolou representação junto ao Tribunal de Contas do Estado questionando a legalidade, para fins de registro, dos atos de admissão de servidores nomeados pela Câmara Municipal de Marília, em cargos de provimento em comissão. Nessa situação hipotética, considerando o direito brasileiro a respeito da matéria, é correto afirmar que a referida representação

  1. não tem amparo constitucional, por falecer legitimidade aos partidos políticos para apresentar esse tipo de questionamento perante o Tribunal de Contas.
  2. deve ser admitida, pois é atribuição do Tribunal de Contas apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração.
  3. não pode ser admitida, uma vez que o Tribunal de Contas, órgão auxiliar do Poder Legislativo, não tem competência para apreciar e julgar atos editados pelas Câmaras Municipais.
  4. não tem amparo constitucional, pois o Tribunal de Contas não tem competência para rever atos de admissão de pessoal na Administração Pública, nem tampouco da Câmara Municipal.
  5. não pode ser admitida, uma vez que o Tribunal de Contas não pode apreciar a legalidade de atos de admissão de servidores em cargos em comissão, para fins de registro.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa está correta porque o Tribunal de Contas não exerce controle prévio de legalidade sobre atos de provimento em cargos em comissão para fins de registro. Esses cargos são de natureza discricionária e de confiança, não dependem de concurso público, configurando escolha política/administrativa vinculada à organização interna do órgão.

O controle externo dos tribunais de contas incide sobre a legalidade e regularidade das despesas e da gestão orçamentária, mas não pode substituir decisões de conveniência e oportunidade próprias do gestor ou da Casa Legislativa, em atenção ao princípio da separação dos poderes.

Eventuais ilegalidades concretas (ausência de previsão legal do cargo, afronta a limites legais ou nepotismo) devem ser combatidas pelos meios competentes, notadamente via Ministério Público ou pelo Poder Judiciário, não por registro prévio no Tribunal de Contas.

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