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Questão FC240327

Nos termos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é correto afirmar que

Carta Internacional dos Direitos Humanos

VUNESP · 2022

Nos termos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é correto afirmar que

  1. todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais e internacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais, que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
  2. todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal internacional independente e imparcial, para decidir seus direitos e deveres ou fundamento de qualquer acusação administrativa, civil e criminal contra ele.
  3. todo ser humano acusado de um ato delituoso ou não tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público em Tribunal Internacional no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
  4. ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte de que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.
  5. ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência nem a ataque à sua honra e reputação, exceto por determinação legítima do Estado.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa apresenta o princípio da legalidade penal consagrado no Artigo 11, §2 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: ninguém pode ser culpado por fato que, no momento, não constituía crime segundo o direito nacional ou internacional.

Isso significa a regra da nullum crimen, nulla poena sine lege — só há crime e punição quando houver previsão legal anterior ao fato.
Também proíbe a imposição de pena mais grave do que aquela vigente quando o ato foi praticado.

Na prática, protege o indivíduo contra a criminalização ex post facto e garante que, se a lei posterior for mais benigna, esta poderá ser aplicada retroativamente em favor do acusado, salvo disposição expressa em contrário.

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