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Questão FC240750

Dalila, professora de inglês da rede estadual de São Paulo, é uma pessoa transexual em fase de transição. No início do ano letivo, ela solicitou uma atualização do seu cadastro na

Questões sem classificação de assunto (Direitos Humanos)

VUNESP · 2025

Dalila, professora de inglês da rede estadual de São Paulo, é uma pessoa transexual em fase de transição. No início do ano letivo, ela solicitou uma atualização do seu cadastro na secretaria da escola, indicando o prenome pelo qual agora se identifica. A comunidade escolar prontamente passou a se referir a Dalila pelo prenome indicado. No entanto, um professor e um aluno têm se recusado a adotar a escolha de tratamento nominal feita por Dalila, chamando-a pelo prenome masculino pelo qual a conheciam antes. Considerando o que estabelece o § 1º do artigo 2º do Decreto Estadual no 55.588/2010 sobre o tratamento nominal de pessoas transexuais, é correto afirmar que

  1. apenas a conduta do professor fere as determinações do documento, segundo o qual servidores públicos deverão tratar a pessoa pelo prenome indicado.
  2. ambas as condutas, do professor e do aluno, ferem as determinações do documento, que obriga todos os cidadãos a tratarem a pessoa pelo prenome indicado.
  3. apenas a conduta do aluno fere as determinações do documento, que preserva a autonomia e a livre expressão do cidadão em seu exercício profissional.
  4. ambas as condutas, do professor e do aluno, convergem com as determinações do documento, que exige adoção do prenome indicado apenas em atos escritos.
  5. ambas as condutas, do professor e do aluno, convergem com as determinações do documento, que recomenda a adoção do prenome indicado apenas após a transição ser concluída.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa aponta corretamente que apenas a conduta do professor fere o disposto no Decreto Estadual nº 55.588/2010, porque o §1º do art. 2º estabelece que servidores públicos devem tratar a pessoa pelo prenome indicado.

Como professora da rede estadual, Dalila é atendida por uma obrigação administrativa imposta aos servidores: o uso do prenome social escolhido. A recusa do colega docente configura descumprimento dessa norma e afronta a obrigação de respeito e tratamento adequado no serviço público.

O aluno, por sua condição de particular, não está diretamente sujeito àquela previsão normativa específica; eventual responsabilização dele dependerá de outras normas escolares ou disciplinares, não do referido dispositivo que regula o comportamento de servidores públicos.

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