Questão FC273370
Cleiton exercia, há três meses, a função de vigilante junto à Caixa Econômica Federal, agência localizada na Rua Barão do Rio Branco, nº 1.119, Centro, Campo Grande/MS, sendo respo
Das Penas (arts. 32 a 99 do CP)
FGV · 2022
Ainda sobre a hipótese delineada, no texto, é correto afirmar que:
- é possível invocar a tese do crime impossível, já que o meio utilizado era absolutamente ineficaz;
- é possível invocar a tese do crime impossível, já que o objeto era absolutamente inapropriado;
- o crime narrado é material, consumando-se com a obtenção da vantagem indevida;
- não há continuidade delitiva entre os delitos de roubo e extorsão, pois não pertencem à mesma espécie delitiva.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Na hipótese, aplica‑se a alternativa D porque não há crime continuado entre roubo e extorsão: a regra do art. 71 do Código Penal exige a prática de dois ou mais crimes da mesma espécie para admitir a continuação.
Embora ambos incidam sobre o patrimônio (mesma natureza material), são espécies distintas de crime — o roubo tem a violência como meio para subtrair bem alheio, enquanto a extorsão exige coerção para obter vantagem. Assim, não se pode somá‑los como continuidade delitiva.
Além disso, a extorsão praticada no cativeiro é crime formal, consumando‑se com a ameaça ou constrangimento, independentemente de sucesso na obtenção do proveito, o que reforça sua autonomia frente ao roubo.
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