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Questão FC273560

Mário, agente público federal competente, compareceu ao estabelecimento comercial de João. Após uma longa conversa com o particular, o referido servidor público, agindo com dolo, e

Dos Crimes contra a Administração Pública (arts. 312 a 359 H do CP)

FGV · 2025

Mário, agente público federal competente, compareceu ao estabelecimento comercial de João. Após uma longa conversa com o particular, o referido servidor público, agindo com dolo, exigiu o pagamento de determinado tributo devido, empregando, na cobrança, meio vexatório que a lei não autoriza.

 

Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Mário:

  1. não responderá criminalmente, pois o emprego de meio vexatório na cobrança, embora reprovável, não caracteriza um delito;
  2. não responderá criminalmente, pois o tributo era devido por parte de João, titular do estabelecimento comercial;
  3. responderá pelo crime de condescendência criminosa;
  4. responderá pelo crime de excesso de exação;
  5. responderá pelo crime de corrupção ativa.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Trata‑se do crime de excesso de exação, previsto no art. 316, §1º do Código Penal. A hipótese descrita encaixa‑se na parte que pune quando o funcionário, mesmo exigindo tributo devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso que a lei não autoriza.

São elementos: (i) qualidade de funcionário público; (ii) exigência de tributo (ainda que devido); (iii) emprego de meio vexatório ou gravoso não autorizado; e (iv) dolo — intenção de causar a conduta. No enunciado, Mário, agente público federal, agiu com dolo e usou meio vexatório na cobrança, preenchendo todos os elementos típicos.

A pena prevista é reclusão, de 3 a 8 anos, e multa. Memorize: cobrar indevidamente ou cobrar de forma vexatória, com dolo, configura excesso de exação.

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