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Questão FC350802

A Lei do Parcelamento do Solo (Lei n.º 6.766/1979) merece uma releitura pós-vigência da Constituição Federal da República de 1988 (CF) e do Estatuto das Cidades (Lei n.º 10.257/200

Lei nº 10.257/2001 - Estatuto das Cidades

CEBRASPE (CESPE) · 2016

A Lei do Parcelamento do Solo (Lei n.º 6.766/1979) merece uma releitura pós-vigência da Constituição Federal da República de 1988 (CF) e do Estatuto das Cidades (Lei n.º 10.257/2001), em razão das novas diretrizes lançadas ao desenvolvimento urbano que passaram a nortear todo e qualquer parcelamento do solo urbano.

 

Ministério Público. Guia do Parcelamento do Solo Urbano Perguntas e Respostas. Consultas e Modelos. Florianópolis: MPSC, 2010, p. 8-9 (com adaptações).

 

À luz das leis citadas e dos diversos aspectos a elas relacionados, assinale a opção correta.

  1. A CF e o Estatuto das Cidades tornaram sem efeito diversos dispositivos constantes da Lei do Parcelamento do Solo.
  2. Urbanismo consiste em um processo de planejamento urbano que deve ser realizado unicamente em territórios submetidos a um processo de crescimento urbano acelerado.
  3. A elaboração dos planos urbanísticos, que contemplam o espaço urbano como um todo, é de responsabilidade do governo federal, ao passo que a dos projetos urbanísticos, que focalizam parte desse todo, é de competência do município.
  4. Para a garantia da gestão democrática do município, no Estatuto das Cidades é reafirmada a necessidade de o plano diretor ser aprovado em audiências públicas com a participação da população e de associações representativas dos diversos segmentos da comunidade, para posteriormente ser transformado em lei pela câmara municipal.
  5. O princípio da função social da propriedade urbana, previsto na CF, foi regulamentado pelo Estatuto das Cidades, por meio da criação dos seguintes instrumentos jurídicos: parcelamento ou edificação compulsórios, imposto predial e territorial urbano (IPTU) progressivo, desapropriação para fins de reforma urbana, consórcio imobiliário, direito de preempção, outorga onerosa e usucapião urbano coletivo.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A Constituição Federal consagra a função social da propriedade urbana e o Estatuto das Cidades regulamentou esse princípio criando instrumentos que permitem ao poder público orientar, disciplinar e redistribuir os encargos e benefícios do uso do solo.

Entre esses instrumentos estão o parcelamento ou edificação compulsórios (para combater a ociosidade), o IPTU progressivo (para desestimular a retenção especulativa), a desapropriação para fins de reforma urbana, as operações urbanas consorciadas/consórcio imobiliário (para viabilizar grandes intervenções), o direito de preempção, a outorga onerosa do direito de construir e formas de regularização como o usucapião urbano coletivo.

Esses mecanismos visam garantir o uso adequado do solo, promover a função social da propriedade e permitir a implementação de políticas públicas de desenvolvimento urbano e inclusão.

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