FC ConcursosFC Concursos

Questão FC351738

Príamo, servidor público federal, ao levar seu cachorro para passear como parte de sua rotina diária, por volta das 23h, avista a casa de Agamenon, seu desafeto e vizinho de longa

Dos Direitos e Garantias Fundamentais (arts. 5º a 17 da CF/1988)

Instituto Consulplan · 2023

Príamo, servidor público federal, ao levar seu cachorro para passear como parte de sua rotina diária, por volta das 23h, avista a casa de Agamenon, seu desafeto e vizinho de longa data, e o vê subitamente desmaiar na varanda, ocasião em que Príamo adentra a residência de seu desafeto para lhe prestar socorro. Ao voltar a si e vendo quem o socorria, Agamenon grita em alta voz para que Príamo saia de sua casa imediatamente, acusando-o de invasão domiciliar. Considerando o caso hipotético e o rol de direitos fundamentais esculpidos na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, pode-se afirmar que, ao adentrar a residência de Agamenon sem seu consentimento, Príamo

  1. teria agido corretamente se tivesse invadido a casa de Agamenon para prestar-lhe socorro sem o consentimento do morador apenas durante o dia.
  2. agiu corretamente, já que é permitida a entrada em casa alheia sem o consentimento do morador para prestar-lhe socorro, entre outras hipóteses, seja durante o dia, seja à noite.
  3. afrontou a Constituição, já que a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre apenas.
  4. agiu corretamente, já que apenas em caso de flagrante delito, desastre ou para prestar socorro por agente público, visto estar revestido de fé pública, a Constituição permite a entrada em casa alheia sem a permissão do morador.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

B

Comentário do professor

Príamo agiu corretamente. A Constituição, no Art. 5º, XI, consagra a regra de que a casa é asilo inviolável, mas prevê exceções expressas: entrada sem consentimento é permitida em caso de flagrante delito, desastre ou para prestar socorro.

No caso narrado, havia situação de emergência médica: Agamenon desmaiou e necessitava de ajuda imediata. A hipótese de prestar socorro autoriza a entrada de qualquer pessoa — não apenas agentes públicos — e válida independentemente do horário (dia ou noite), desde que a medida seja proporcional e dirigida a salvar a integridade/vida do assistido.

Portanto, a conduta de Príamo encontra fundamento na exceção constitucional e é juridicamente lícita.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo