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Questão FC355260

Aquele que pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstânc

Teoria do Crime

VUNESP · 2018

Aquele que pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se,

  1. comete crime, embora esteja amparado por causa excludente de culpabilidade.
  2. não comete crime, pois age amparado pelo estrito cumprimento do dever legal.
  3. comete crime, embora esteja amparado por causa excludente de punibilidade.
  4. não comete crime, pois age amparado pelo estado de necessidade.
  5. não comete crime, pois age amparado pela legítima defesa.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Não comete crime porque a conduta está amparada pelo estado de necessidade, excludente de ilicitude prevista no art. 24 do Código Penal.


Trata‑se de situação em que o agente pratica o fato para salvar de perigo atual — que não provocou por sua vontade e que não podia de outro modo evitar — direito próprio ou de terceiros, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir‑se.


Se todos esses requisitos coexistem, a ação deixa de ser ilícita e não há crime. Entretanto, quem tinha dever legal de enfrentar o perigo não pode alegar esse estado, e o agente responde pelo excesso doloso ou culposo.

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