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Questão FC355832

Considere o seguinte caso hipotético: Temístocles, servidor público da Secretaria da Educação, retarda propositalmente a elaboração de um determinado documento, com infração de dev

Dos Crimes contra a Administração Pública (arts. 312 a 359 H do CP)

VUNESP · 2022

Considere o seguinte caso hipotético:

 

Temístocles, servidor público da Secretaria da Educação, retarda propositalmente a elaboração de um determinado documento, com infração de dever funcional, cedendo a pedido de Semírames, também servidor público.

 

Nos termos do Código Penal, é correto afirmar que Temístocles

  1. não cometeu qualquer crime, pois sua conduta configura um fato atípico.
  2. cometeu o crime de corrupção ativa.
  3. cometeu o crime de prevaricação.
  4. cometeu o crime de corrupção passiva privilegiada.
  5. cometeu o crime de concussão.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Corrupção passiva privilegiada (art. 317, §2º, CP): ocorre quando o funcionário público pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem. A expressão “privilegiada” refere‑se à figura legal que reduz a pena diante dessa circunstância específica.

No caso, Temístocles é servidor da Secretaria da Educação que deliberadamente retardou a elaboração de um documento — ato de ofício — em desrespeito ao dever funcional, atendendo ao pedido de Semírames. Assim, estão presentes todos os elementos típicos previstos no §2º do art. 317, caracterizando a conduta como corrupção passiva privilegiada.

Nota: não se exige, para essa qualificadora, prova de vantagem patrimonial; basta a cedência ao pedido/influência que resulte na infração do dever.

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