Questão FC365857
Os testes de hipótese podem ser aplicados em diversas situações em um contexto jurídico, como analisar a probabilidade de ocorrência de um evento, avaliar a validade de alegações f
Testes de Hipóteses
Instituto Consulplan · 2025
Os testes de hipótese podem ser aplicados em diversas situações em um contexto jurídico, como analisar a probabilidade de ocorrência de um evento, avaliar a validade de alegações feitas pelas partes em um processo ou medir a eficácia de intervenções legais. Em um Tribunal de Justiça, por exemplo, o Juiz pode usar um teste de hipótese para decidir se há evidências suficientes para rejeitar a suposição de que um réu é inocente, com base nos dados apresentados durante o julgamento.
Considerando a aplicação de testes de hipótese, assinale a afirmativa INCORRETA.
- O poder do teste cresce conforme o tamanho da amostra aumenta.
- Quando o valor-p fornecido pelo teste de hipótese é menor que o nível de significância estipulado, a hipótese nula deve ser rejeitada.
- A probabilidade de ocorrência do erro do tipo I é definida como a probabilidade de rejeição da hipótese nula quando ela é de fato verdadeira.
- Testes de hipótese unilaterais e bilaterais não são igualmente propensos ao erro do tipo I, se o nível de significância for o mesmo para ambos.
- Em um teste unilateral com um nível de significância de 5%, é impossível rejeitar a hipótese nula se a estatística do teste estiver em direção oposta à hipótese alternativa.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A afirmativa está incorreta porque o erro tipo I é definido pelo nível de significância \( \alpha \): trata‑se da probabilidade de rejeitar \(H_0\) quando ela é verdadeira, ou seja, \(P(\text{rejeitar }H_0\mid H_0)=\alpha\).
Num teste unilateral toda a área crítica fica em uma só cauda, de modo que \(P(\text{região crítica})=\alpha\). Num teste bilateral essa área é dividida em duas caudas, cada uma com \( \alpha/2\), mas a soma das duas é também \( \alpha\).
Portanto, com o mesmo \( \alpha\), ambos os testes têm a mesma probabilidade de cometer erro tipo I; o que muda é a disposição da região crítica (uma cauda versus duas), afetando a sensibilidade do teste a desvios em direções específicas.
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