Questão FC411713
Considerando-se os termos da Lei Complementar Estadual n. 58, de 01 de agosto de 2006 (que estabelece o Código de direitos, garantias e obrigações do Contribuinte do Estado do Pará
Legislação Tributária do Estado do Pará (PA)
FADESP · 2022
Considerando-se os termos da Lei Complementar Estadual n. 58, de 01 de agosto de 2006 (que estabelece o Código de direitos, garantias e obrigações do Contribuinte do Estado do Pará), e de suas alterações posteriores, é correto afirmar que
- é vedado ao Estado exigir honorários advocatícios na cobrança de crédito tributário antes de ajuizada a ação, ainda que inscrito em dívida ativa.
- o contribuinte poderá recompor sua conta gráfica quando for detectado erro que não resulte em recolhimento atrasado de imposto, bem como escriturar créditos a que tiver direito, não apropriados na época própria, ainda que esteja sob ação fiscal.
- “contribuinte” é aquele sujeito que tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador.
- o contribuinte tem direito de gerir seu próprio negócio, sob o regime da livre iniciativa, sendo vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus funcionários, de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira dos sujeitos passivos ou de terceiros e sobre a natureza e o estado dos seus negócios e atividades.
- o Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte (CODECON) corresponde a órgão de composição paritária, integrado por quatro representantes da Secretaria Executiva do Estado e da Fazenda – SEFA, dois de entidades empresariais e dois de classe, e respectivos suplentes, com atuação na defesa dos interesses dos contribuintes, todos designados pelo Secretário de Fazenda.
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Gabarito
D
Comentário do professor
O art. 6º da Lei Complementar Estadual n. 58/2006 assegura ao contribuinte o direito de gerir seu próprio negócio sob o regime da livre iniciativa e veda a divulgação, pela Fazenda Pública ou seus agentes, de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira dos sujeitos passivos ou de terceiros e sobre a natureza e o estado dos seus negócios e atividades.
Essa proteção objetiva preservar a privacidade e o segredo fiscal do contribuinte, evitando exposição indevida de dados sensíveis que possam causar prejuízos comerciais ou reputacionais.
Na prática, a Administração Tributária deve usar tais informações estritamente para fins fiscais; a divulgação indevida implica responsabilidade administrativa e possibilidade de medidas reparatórias, salvo previsão legal que autorize o acesso a terceiros.
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