Questão FC418807
Maria Clara, recém-empossada como juíza de direito, recebeu para análise uma ação de divórcio com pedido de partilha de bens de Roque e Elisa, que viveram mais de cinquenta anos ju
Do Direito de Família (arts. 1.511 a 1.783)
FGV · 2022
Maria Clara, recém-empossada como juíza de direito, recebeu para análise uma ação de divórcio com pedido de partilha de bens de Roque e Elisa, que viveram mais de cinquenta anos juntos, sob o regime da comunhão universal de bens. Na constância do casamento, Roque comprou duas casas; Elisa herdou, com cláusula de incomunicabilidade, uma fazenda de macieiras, que desde que passou à sua administração, vem tendo alta produção de maçãs, todas colhidas durante o casamento; e Roque recebeu a doação de três cavalos.
Maria Clara deverá considerar comuns somente os seguintes bens:
- as casas e os cavalos;
- as casas, as maçãs e os cavalos;
- as casas, a fazenda e as maçãs;
- a fazenda e as maçãs;
- as maçãs e os cavalos.
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Gabarito
B
Comentário do professor
No regime da comunhão universal comunicam-se todos os bens presentes e futuros do casal, salvo exceções legais (art. 1.667 e 1.668 CC).
As duas casas adquiridas por Roque na constância do casamento são bens comuns, por serem aquisições onerosas feitas durante a sociedade conjugal.
A fazenda herdada por Elisa com cláusula de incomunicabilidade permanece excluída da comunhão, mas seus frutos colhidos durante o casamento (as maçãs) integram o acervo comum, nos termos do art. 1.669 CC.
Os três cavalos doados a Roque, não tendo sido vinculados a cláusula de incomunicabilidade, constituem-se também em bens comuns.
Logo, são comuns: as casas, as maçãs colhidas durante o casamento e os cavalos.
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