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Questão FC418841

Eduarda, espanhola, residente no Brasil desde 1993, e Marcelo, brasileiro, casaram-se em 1997, pelo regime da comunhão parcial de bens, adquiriram onerosamente dois imóveis durante

Do Direito de Família (arts. 1.511 a 1.783)

FGV · 2022

Eduarda, espanhola, residente no Brasil desde 1993, e Marcelo, brasileiro, casaram-se em 1997, pelo regime da comunhão parcial de bens, adquiriram onerosamente dois imóveis durante o matrimônio, sendo que um deles por meio de valores exclusivamente obtidos pela venda de um terreno, advindo da herança do pai de Marcelo. Devido a impossibilidade de procriação por parte de Marcelo, o casal adotou, em 2006, uma criança recém-nascida, originária da Espanha. Em 2019, houve o divórcio do casal, tendo Eduarda, por força de acordo, a guarda da filha, cabendo ao genitor o pagamento da pensão alimentícia.

 

Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.

  1. O divórcio do casal depende necessariamente da prévia partilha dos bens.
  2. Os dois imóveis adquiridos onerosamente na constância do casamento estão inclusos na comunhão, pertencendo, por conseguinte, ao casal.
  3. Ao atingir a maioridade, o cancelamento de pensão alimentícia da filha do casal está sujeito a decisão judicial, mediante contraditório.
  4. A guarda da filha do casal deveria ser compartilhada por força legal, visto que a guarda exclusiva só se admite na hipótese de abandono afetivo de um dos genitores.
  5. A adoção de uma criança estrangeira por um casal residente no Brasil deverá ser feita mediante intervenção direta e exclusiva da autoridade judiciária brasileira de âmbito federal.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Atingida a maioridade, o fim automático da pensão não se opera: é preciso avaliar se persiste a necessidade do alimentando e a possibilidade do alimentante.

Por isso o cancelamento depende de decisão judicial, com observância do contraditório, permitindo às partes apresentar provas e argumentos sobre renda, estudo e autonomia do beneficiário.

Essa orientação está consolidada na Súmula 358/STJ: o cancelamento da pensão de filho maior exige decisão judicial, ainda que nos próprios autos.

Na prática, o juiz analisará elementos como escolaridade, inserção no mercado de trabalho e despesas, para decidir pela manutenção, redução ou extinção da pensão.

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