Questão FC457846
Paulo, servidor público, requereu o gozo de 15 (quinze) dias de férias a que tinha direito, sendo que a Administração Pública deferiu apenas 05 (cinco) dias de férias sob a justifi
Atos Administrativos
IDECAN · 2023
Paulo, servidor público, requereu o gozo de 15 (quinze) dias de férias a que tinha direito, sendo que a Administração Pública deferiu apenas 05 (cinco) dias de férias sob a justificativa de que este era o prazo faltante para o referido servidor completar 30 (trinta) dias de férias naquele ano. Posteriormente, antes de Paulo entrar de férias, o chefe da repartição descobriu que, de fato, o servidor público não havia fruído 25 (vinte e cinco) dias de férias naquele ano. Expediu-se administrativamente, então, ato de revogação das férias de 05 (cinco) dias de Paulo e publicou-se outro ato administrativo de concessão de novas férias pelo prazo de 15 (quinze) dias. Com base na situação em questão, assinale a alternativa correta.
- O ato administrativo de concessão de novas férias é inválido em razão da falta de motivação.
- No caso, todos os atos administrativos expedidos pela Administração Pública são nulos de pleno de direito.
- Não era para ter sido revogada a concessão de 05 (cinco) dias de férias, que seria acrescida sem prejuízo ao prazo de 15 (quinze) dias de férias, dada a boa-fé de Paulo.
- O ato administrativo de revogação das férias deveria ter sido, na verdade, um ato administrativo de anulação da ilegalidade inicialmente praticada pela Administração Pública.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
D
Comentário do professor
O ato inicial que concedeu apenas 05 dias foi praticado em desacordo com a lei, pois negou parte do direito do servidor. Nessa situação trata-se de ilegalidade, o que exige correção por meio de anulação.
A anulação é o instrumento adequado quando o vício atinge a validade do ato. Ela corrige o erro de legalidade e produz, em regra, efeito ex tunc, desfazendo o ato desde sua origem e restituindo a situação jurídica correta.
Ao revogar o ato, a Administração tratou-o como válido, aplicando instrumento próprio para razões de conveniência ou oportunidade. O caminho correto era declarar a nulidade do ato ilegítimo e, se necessário, editar novo ato concessivo devidamente fundado e motivado.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em