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Questão FC466355

A destinação dos Recursos Públicos para o Setor Privado é abordada na Lei Complementar nº 101/2000 nos Artigos 26 a 28. Em relação a esta destinação é correto afirmar:

Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei Complementar nº 101/2000)

FCC · 2019

A destinação dos Recursos Públicos para o Setor Privado é abordada na Lei Complementar nº 101/2000 nos Artigos 26 a 28. Em relação a esta destinação é correto afirmar:

  1. Os refinanciamentos e as prorrogações de dívidas não compreendem o conjunto de recursos públicos destinados ao setor privado, visto que já foram contabilizados neste grupo anteriormente.
  2. Esta destinação de recursos, seja para pessoa física ou jurídica, deve ser autorizada por lei geral, atender as condições estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias e possuir previsão em orçamento ou créditos adicionais.
  3. Os créditos concedidos por ente de Federação a pessoas físicas ou jurídicas, que não estejam sob seu controle direto ou indireto, terão valores de encargos financeiros, comissões e despesas congêneres iguais ou superiores aos definidos em lei ou ao custo de captação.
  4. Sempre que previsto no orçamento do ente da Federação, os recursos públicos poderão ser utilizados também para socorrer instituições do Sistema Financeiro Nacional.
  5. Esta destinação de recursos, seja para pessoa física ou jurídica, quando autorizada por lei específica e atender as condições estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, dispensa a previsão em orçamento ou créditos adicionais.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa está correta porque reproduz o comando do Art. 27 da Lei de Responsabilidade Fiscal: quando um ente da Federação concede crédito a pessoa física ou jurídica que não esteja sob seu controle, os valores cobrados a título de encargos financeiros, comissões e despesas congêneres não serão inferiores aos parâmetros legais ou ao custo de captação.

Na prática, isso significa que operações de crédito a terceiros não podem ser concedidas em condições mais favoráveis que as disponíveis ao próprio ente sem cobertura legal. A regra evita subsídios ocultos e riscos ao erário, obrigando que o poder público recupere pelo menos o custo de obter recursos ou respeite limites previstos em lei.

Assim, a norma protege a saúde fiscal e preserva a isonomia entre agentes econômicos, exigindo transparência e base legal para condições de crédito.

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