Questão FC481698
O regime de conta única no Estado de Goiás, tal como disciplinado na Lei complementar nº 121/2015,
Conta Única e GRU
FCC · 2024
O regime de conta única no Estado de Goiás, tal como disciplinado na Lei complementar nº 121/2015,
- alcança os recursos originários do orçamento do Estado, independentemente das fontes de recursos, dos seus titulares ou beneficiários e das vinculações, prevendo algumas excepcionalidades, entre as quais os recursos decorrentes de convênio que, por determinação da legislação federal, devam permanecer segregados.
- não se aplica a recursos provenientes de multas e de taxas que possuam destinação específica prevista em lei, os quais devem ser depositados e movimentados exclusivamente em contas específicas de titularidade do órgão ou entidade destinatário das referidas receitas.
- admite a segregação, em conta diversa da conta única, apenas de recursos provenientes da capitalização do Regime Próprio de Previdência do Estado e das transferências obrigatórias da União destinadas ao Fundo de Participação dos Estados.
- decorre do princípio da unidade de tesouraria estabelecido na Lei Federal nº 4.320/64 e veda qualquer espécie de movimentação financeira ou depósito de recursos em conta corrente diversa, bem como criação de caixas especiais e transferências fundo a fundo.
- estabelece a obrigatoriedade de apenas uma conta bancária para cada ente da Administração Pública, na qual devem ser arrecadados e movimentados os correspondentes recursos orçamentários, com controle centralizado da Contadoria do Estado.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa está correta porque a Conta Única do Tesouro Estadual prevista na Lei Complementar nº 121/2015 acolhe todos os recursos originários do orçamento do Estado, independentemente das fontes, dos seus titulares ou beneficiários e das vinculações, garantindo centralização e controle da tesouraria estadual.
Essa regra não é absoluta: a própria lei prevê exceções. Entre elas estão recursos cuja segregação é exigida por norma federal, como valores de convênios que devam permanecer separados, assim como determinados recursos vinculados a previdência, operações de crédito, assistência à saúde de servidores e transferências fundo a fundo.
Em suma: prevalece a unidade de caixa estadual, com previsão legal expressa de hipóteses em que a segregação é necessária.
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