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Questão FC482352

O governante de determinado município contratou, no último bimestre de seu mandato, a execução de serviços de reforma das instalações da sede do Executivo, no intuito de deixá-las,

Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei Complementar nº 101/2000)

FCC · 2022

O governante de determinado município contratou, no último bimestre de seu mandato, a execução de serviços de reforma das instalações da sede do Executivo, no intuito de deixá-las, a seu sucessor, no mesmo estado em que recebida por ocasião do início de sua gestão. Em sede de controle externo, o Tribunal de Contas apontou irregularidade na despesa, porque

  1. constatou a inexistência de lei autorizativa para a realização do pregão de contratação.
  2. não podiam ser realizadas novas contratações no último trimestre do mandato do chefe do executivo municipal, conforme disposição da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021.
  3. não houve reserva de recursos financeiros para pagamento das despesas, que devem, obrigatoriamente, ser liquidadas no mesmo exercício em que realizadas.
  4. no último ano do mandato é necessária a comprovação de disponibilidade de caixa para pagamento das despesas contraídas no mesmo ano ou no exercício seguinte.
  5. não houve comprovação da disponibilidade de caixa para fazer frente às despesas contraídas para o exercício seguinte.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A irregularidade apontada decorre da exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 42): nos últimos dois quadrimestres do mandato é vedado ao titular contrair despesas que não possam ser integralmente cumpridas dentro do exercício ou que tenham parcelas a pagar no exercício seguinte sem a correspondente disponibilidade de caixa.

Ou seja, contratar reformas que gerem despesas a serem pagas no ano seguinte requer comprovação prévia de recursos suficientes para honrar esses compromissos. A disponibilidade é apurada considerando encargos e despesas já empenhadas e demais compromissos até o fim do exercício.

Na ausência dessa comprovação, a despesa é irregular pois expõe as contas públicas a obrigação futura sem cobertura financeira, justificando o apontamento do Tribunal de Contas.

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