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Questão FC482441

Premido pelas graves incertezas que envolviam tanto receita quanto despesa públicas no exercício em que declarada calamidade pública, o Governador do Estado propôs Lei de Diretrize

Lei nº 10.028/2000 - Infração Administrativa Contra as Leis de Finanças Públicas

FCC · 2022

Premido pelas graves incertezas que envolviam tanto receita quanto despesa públicas no exercício em que declarada calamidade pública, o Governador do Estado propôs Lei de Diretrizes Orçamentárias sem um Anexo de Metas Fiscais à Assembleia Legislativa. Nessa hipótese, a ação do Governador

  1. não surtirá efeito, pois será adotada a meta fiscal do exercício anterior, que continua em vigência enquanto não revogada.
  2. surtirá os efeitos de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois está em conformidade com as suas prescrições.
  3. não constitui infração administrativa, embora o anexo seja obrigatório.
  4. constitui infração administrativa, pois o anexo é obrigatório.
  5. não constitui infração administrativa, pois o anexo não é obrigatório.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A conduta do Governador constitui infração administrativa porque o anexo de metas fiscais é elemento obrigatório da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Embora a calamidade pública permita, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, a dispensa do atingimento dos resultados fiscais, essa dispensa não elimina a exigência formal de apresentação das metas e parâmetros que compõem o anexo.

A omissão na proposição da LDO com o referido anexo está tipificada como infração na Lei 10.028/2000 (art. 5º, II), por violar normas de finanças públicas sobre transparência e planejamento.

Portanto, ausentar o anexo na LDO, mesmo em situação de calamidade, configura responsabilidade administrativa do chefe do Executivo.

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