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Questão FC490318

Hefesto, policial militar do Estado de Goiás, durante patrulhamento de rotina, atropelou Dionísio, causando-lhe ferimentos que o levaram à morte. No decurso da investigação, restou

Questões sem classificação de assunto (Direito Administrativo (Doutrina e Jurisprudência))

Instituto AOCP · 2022

Hefesto, policial militar do Estado de Goiás, durante patrulhamento de rotina, atropelou Dionísio, causando-lhe ferimentos que o levaram à morte. No decurso da investigação, restou constatado que, no momento do acidente, Hefesto dirigia em velocidade incompatível para o local e que havia avançado o sinal vermelho do semáforo, atropelando a vítima na faixa de pedestre porque se distraiu ao responder mensagens de texto de sua esposa. À luz da sistemática constitucional acerca da responsabilidade civil do Estado, é correto afirmar que

  1. os herdeiros da vítima devem ajuizar ação indenizatória em face da Polícia Militar do Estado de Goiás, com fundamento na responsabilidade civil objetiva do Estado.
  2. eventual ação indenizatória deverá ser ajuizada diretamente contra Hefesto, diante das evidências que o referido agente público agiu com culpa.
  3. o Estado de Goiás, com base na teoria do risco administrativo, responde objetivamente pelos danos causados por Hefesto, sendo dispensável a comprovação do elemento subjetivo na conduta deste último.
  4. Hefesto não poderá ser responsabilizado, ainda que em eventual ação de regresso, pois sua conduta não foi dolosa.
  5. Hefesto, a Polícia Militar e o Estado de Goiás respondem solidariamente pela morte de Dionísio.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa está correta porque, segundo a Constituição e a jurisprudência, incide a responsabilidade objetiva do Estado pela atuação de seus agentes no exercício da função. Isso significa aplicação da teoria do risco administrativo: basta demonstrar o fato administrativo (a conduta do agente no serviço), o dano e o nexo causal entre ambos para obrigar o pagamento da indenização.

No caso, Hefesto, ao patrulhar e causar a morte de Dionísio, praticou ato funcional que gerou o dano, tornando desnecessária a prova de dolo ou culpa do policial para responsabilizar o Estado de Goiás.

Ressalva: o Estado pode exercer o direito de regresso contra o agente quando comprovados dolo ou culpa.

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