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Questão FC490402

Na administração pública, é fundamental entendermos a teoria econômica, principalmente em contextos de escassez, em que a alocação de recursos públicos deve priorizar a eficiência,

Questões sem classificação de assunto (Direito Administrativo (Doutrina e Jurisprudência))

Instituto AOCP · 2025

Na administração pública, é fundamental entendermos a teoria econômica, principalmente em contextos de escassez, em que a alocação de recursos públicos deve priorizar a eficiência, a equidade e a maximização do bem-estar coletivo. Nesse sentido, a respeito do regimento de decretos, que estabelece critérios para o enquadramento dos bens de consumo como “comuns” ou “de luxo”, com vistas à racionalização das compras públicas e ao combate ao desperdício, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa que aponta as corretas.

 

I. Os bens de consumo de qualidade comum são aqueles cuja especificação e desempenho atendem de maneira padronizada às necessidades administrativas, sem envolver diferenciais estéticos ou de marca.

 

II. Os bens classificados como de luxo só podem ser adquiridos quando houver justificativa técnica e aprovação da autoridade máxima do órgão, mediante demonstração de que não existe alternativa equivalente de menor custo.

 

III. O enquadramento como “de luxo” é automático quando o bem possuir preço acima da média do mercado, independentemente da sua finalidade funcional.

 

IV. A classificação dos bens como comuns ou de luxo está associada à eficiência econômica da despesa pública, contribuindo para evitar escolhas que favoreçam interesses particulares ou uso indevido do erário.


  1. Apenas I, II e III.
  2. Apenas I, III e IV.
  3. Apenas II e IV.
  4. Apenas I, II e IV.
  5. Apenas I e II.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A opção correta reúne os itens I, II e IV porque estabelecem critérios coerentes com a administração racional dos gastos públicos.


O item I descreve os bens de consumo de qualidade comum: especificações padronizadas que atendem às necessidades administrativas sem diferenciais estéticos ou de marca, permitindo compras por especificação funcional e preços competitivos.


O item II prevê que a aquisição de bens de luxo exige justificativa técnica e autorização da autoridade máxima, com demonstração da inexistência de alternativa equivalente de menor custo, garantindo controle e responsabilidade na decisão.


O item IV vincula a classificação à eficiência econômica da despesa pública: ao diferenciar bens, evita escolhas que privilegiem interesses particulares e reduz o risco de uso indevido do erário.

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