Questão FC507351
No que diz respeito ao inquérito policial, assinale a alternativa incorreta.
Inquérito Policial (arts. 4º a 23 do CPP)
IBFC · 2022
No que diz respeito ao inquérito policial, assinale a alternativa incorreta.
- A existência de inquéritos policiais pode ser considerada como maus antecedentes para fins de dosimetria da pena
- O Código de Processo Penal estabelece, como regra geral, o prazo de 30 (trinta) dias para conclusão do inquérito policial, caso o indiciado esteja solto; referido diploma legal prevê que é possível a prorrogação do prazo, a requerimento da autoridade policial, quando o fato for de difícil elucidação, hipótese em que as diligências necessárias deverão ser realizadas no prazo fixado pelo juiz
- No que se refere aos advogados, o Supremo Tribunal Federal editou uma Súmula Vinculante, a qual confere aos advogados e defensores, acesso amplo aos elementos de provas já documentados em procedimento investigatório
- É possível conceituar inquérito policial como o conjunto de diligências realizadas pela polícia judiciária, com o objetivo de investigar as infrações penais e colher elementos necessários para que possa ser proposta a ação penal
- A finalidade do inquérito policial é reunir elementos suficientes que possibilitem a convicção do membro do Ministério Público para que ofereça a denúncia ou o ofendido ofereça a queixa-crime, sendo que tais elementos de convicção devem ser compreendidos como sendo a materialidade do fato e os indícios de autoria
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Gabarito
A
Comentário do professor
Inquéritos policiais não podem ser considerados maus antecedentes para fins de dosimetria, pois não há condenação com trânsito em julgado. Utilizar investigações não finalizadas viola a presunção de inocência (art. 5º, LVII, CF) e transformaria meras suspeitas em elemento agravante.
O entendimento consolidado pelo STF (RE 591054/SC, repercussão geral, Info 772) é claro: a existência de inquéritos ou ações penais sem decisão definitiva não pode influir na fixação da pena como antecedentes desfavoráveis. Só fatos definitivamente condenatórios devem integrar a análise da culpabilidade e da personalidade do réu.
Portanto, a alternativa que admite considerar inquéritos como maus antecedentes está incorreta.
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