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Questão FC519028

O federalismo fiscal no Brasil caracteriza-se pela divisão de competências tributárias entre União, Estados e Municípios, de forma que cada ente federativo tem autonomia para arrec

Leis Complementares Federais Tributárias

FGV · 2025

O federalismo fiscal no Brasil caracteriza-se pela divisão de competências tributárias entre União, Estados e Municípios, de forma que cada ente federativo tem autonomia para arrecadar e gerir seus tributos. A Lei Complementar nº 194/2022, ao classificar combustíveis como bens essenciais e limitar a alíquota do ICMS, trouxe impactos significativos para essa autonomia, especialmente no contexto do federalismo fiscal.

 

Com base nesse cenário, assinale a opção que melhor representa um impacto direto dessa legislação sobre o federalismo fiscal brasileiro.

  1. Extinção do ICMS sobre combustíveis, transferindo a competência tributária integral para a União.
  2. Aumento do controle estadual sobre os critérios de definição de alíquotas, fortalecendo o pacto federativo.
  3. Fortalecimento da autonomia dos estados, uma vez que a limitação de alíquotas reduz a interferência da União nos tributos estaduais.
  4. Uniformização obrigatória das alíquotas do ICMS sobre combustíveis em todos os estados, promovendo maior equilíbrio no sistema tributário.
  5. Redução da capacidade de arrecadação dos estados, comprometendo a autonomia fiscal e ampliando a dependência de repasses federais.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa correta destaca a **redução da capacidade de arrecadação dos Estados** em razão da Lei Complementar nº 194/2022, que considera combustíveis como bens essenciais e limita a alíquota do **ICMS** aplicada a eles.

Ao vedar alíquotas superiores às das operações em geral, a norma impõe um **teto** sobre a tributação estadual desses produtos, reduzindo receitas que antes eram fonte relevante de financiamento subnacional.

Essa perda compromete a **autonomia fiscal** dos entes estaduais, pois diminui sua margem para definir políticas públicas e custear despesas próprias.

Como consequência, aumenta-se a **dependência de repasses federais** e mecanismos de compensação previstos na própria legislação, acentuando o **desequilíbrio vertical** entre União e Estados.

Em suma: limitação de alíquotas = queda de arrecadação estadual → menor autonomia fiscal → maior necessidade de transferências federais.

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