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Questão FC541140

O princípio do orçamento bruto, como um dos princípios que informam a elaboração dos orçamentos públicos, estabelece, como regra geral, que

Orçamento Público

FCC · 2025

O princípio do orçamento bruto, como um dos princípios que informam a elaboração dos orçamentos públicos, estabelece, como regra geral, que

  1. apenas as deduções relativas a transferências obrigatórias e contribuições ao regime de previdência são admitidas como redutoras das receitas que serão destinadas à cobertura de tais finalidades, estas que devem ser computadas na Lei Orçamentária Anual pelo valor líquido.
  2. as receitas e despesas devem constar na lei orçamentária sem deduções, de forma que o valor de arrecadação dos impostos estaduais deve ser computado integralmente, sendo lançado como despesa o montante relativo à participação dos municípios.
  3. as receitas obtidas com alienação de ativos devem ser registradas no orçamento de acordo com a previsão estabelecida na lei que autorizou a alienação, independentemente do valor efetivo de venda, líquida apenas das contribuições e taxas incidentes sobre a operação.
  4. as despesas com pessoal e custeio da Administração direta e indireta, incluindo empresas dependentes e não dependentes de recursos do Tesouro, deverão estar previstas na lei orçamentária, sendo consideradas para efeito de verificação do limite máximo de despesas com pessoal do ente.
  5. os créditos especiais, incluídos os adicionais e os suplementares e excluídos apenas os extraordinários, devem constar, de forma global, da Lei de Diretrizes Orçamentárias como condição necessária para sua previsão individualizada na Lei Orçamentária Anual.
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Gabarito

B

Comentário do professor

O princípio do orçamento bruto determina que as receitas e despesas constem na lei orçamentária pelo seu valor total, sem deduções. Isso significa que nada pode ser subtraído do montante arrecadado antes de ser inscrito no orçamento.

Na prática, o valor dos impostos estaduais deve ser registrado integralmente como receita. A parcela destinada aos municípios por participação constitucional não é subtraída desse registro; ela é lançada no orçamento como despesa correspondente, preservando a visibilidade do fluxo financeiro.

Essa opção assegura transparência e facilita o controle legislativo e fiscal, permitindo avaliar separadamente a arrecadação bruta e as transferências efetivadas a outros entes.

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