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Questão FC548956

De acordo com a American Society for Parenteral and Enteral Nutrition Clinical Guidelines: The Validity of Body Composition Assessment in Clinical Populations (2020), sobre a avali

Avaliação Nutricional

VUNESP · 2025

De acordo com a American Society for Parenteral and Enteral Nutrition Clinical Guidelines: The Validity of Body Composition Assessment in Clinical Populations (2020), sobre a avaliação da composição corporal em populações clínicas, assinale a alternativa correta.

  1. A absorciometria por dupla emissão de raios-X (DXA) possui validade estabelecida para avaliação de massa magra em todas as populações clínicas, sem restrições de uso.
  2. O uso de bioimpedância elétrica (BIA) pode ser limitado em pacientes com alterações significativas no estado de hidratação, como em casos de insuficiência cardíaca ou renal.
  3. A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são pouco precisas para estimar massa muscular esquelética e, por isso, não são indicadas em pesquisa clínica.
  4. Métodos antropométricos, como pregas cutâneas, apresentam alta precisão e confiabilidade em pacientes críticos, sendo preferidos em relação a técnicas de imagem.
  5. A escolha do método de avaliação da composição corporal deve ser feita exclusivamente pelo custo, independentemente do objetivo clínico e do estado do paciente.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A bioimpedância elétrica (BIA) estima composição corporal a partir da condutividade dos tecidos, que depende principalmente do conteúdo de água e eletrólitos. Em pacientes com alterações marcantes de hidratação, como insuficiência cardíaca ou renal, a variação de água extracelular altera a resistência e reatância medidas, levando a resultados imprecisos.

Na presença de sobrecarga hídrica a resistência diminui e pode ocorrer superestimação da massa magra e subestimação da massa gorda. Em desidratação ocorre o efeito inverso. Por isso, a precisão da BIA fica comprometida quando o estado de volume é instável.

Clinicamente, interpretar BIA exige cautela: verificar sinais de descompensação, preferir métodos de referência quando possível e considerar técnicas que avaliem hidratação, como a BIVA ou BIA multifrequência, para maior acurácia.

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