Questão FC549182
A obesidade é reconhecida como uma doença crônica multifatorial, associada à resistência insulínica, inflamação crônica de baixo grau e alterações do tecido adiposo. Em casos grave
Distúrbios Nutricionais
VUNESP · 2025
A obesidade é reconhecida como uma doença crônica multifatorial, associada à resistência insulínica, inflamação crônica de baixo grau e alterações do tecido adiposo. Em casos graves, a cirurgia bariátrica pode ser considerada como parte da terapêutica. Sobre a fisiopatologia da obesidade, a abordagem nutricional e a dietoterapia no tratamento clínico e cirúrgico, assinale a alternativa correta.
- O tecido adiposo subcutâneo é metabolicamente inativo, atuando apenas como reserva de energia, não havendo relação comprovada com risco cardiometabólico aumentado.
- O diagnóstico nutricional em pacientes com obesidade pode ser feito apenas com base no Índice de Massa Corporal (IMC), pois medidas como circunferência abdominal ou composição corporal não apresentam utilidade clínica significativa.
- O efeito da cirurgia bariátrica sobre parâmetros metabólicos ocorre apenas após perda ponderal acentuada, não havendo melhora precoce de glicemia ou pressão arterial.
- O acompanhamento nutricional no pré-operatório nem sempre é necessário, mas é primordial após a cirurgia bariátrica, independentemente do tipo de cirurgia realizada.
- Na obesidade, o tecido adiposo secreta citocinas como leptina, TNF-α e IL-6, associadas à resistência insulínica e inflamação crônica.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
O tecido adiposo funciona como órgão endócrino, secretando adipocinas e citocinas, entre as quais se destacam a leptina, o TNF-α e a IL-6. Essas substâncias têm papel central na comunicação entre tecido adiposo, fígado, músculo e sistema imune.
O TNF-α e a IL-6 interferem no sinal da insulina ao alterar a fosforilação de proteínas-chave da via insulínica e reduzir a expressão de transportadores de glicose, favorecendo a resistência insulínica. A produção persistente dessas citocinas mantém um estado de inflamação crônica de baixo grau.
Já a leptina, apesar de elevada na obesidade, sofre resistência funcional, comprometendo a regulação do apetite e do gasto energético. Esses mecanismos explicam por que a inflamação e disfunção adipocitária são centrais na fisiopatologia da obesidade e influenciam as estratégias nutricionais e a indicação de cirurgia bariátrica em casos graves.
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