Questão FC549570
O cuidado nutricional em oncologia deve contemplar desde a prevenção e rastreamento da desnutrição até a intervenção durante o tratamento, considerando as particularidades do tumor
Nutrição Clínica e Dietoterapia
VUNESP · 2025
O cuidado nutricional em oncologia deve contemplar desde a prevenção e rastreamento da desnutrição até a intervenção durante o tratamento, considerando as particularidades do tumor, da terapia instituída e dos sintomas associados. Considerando a fisiopatologia, a abordagem nutricional e a dietoterapia no câncer, assinale a alternativa correta.
- A triagem nutricional deve ser reservada a pacientes em quimioterapia, já que em fases iniciais não ocorre a perda ponderal.
- Durante a radioterapia em tumores de cabeça e pescoço, recomenda-se evitar suporte nutricional precoce, pois a mucosite e a disfagia tendem a regredir espontaneamente sem impacto sobre o estado nutricional.
- A intervenção nutricional deve ser precoce, incluindo suporte enteral ou parenteral, quando a via oral não é suficiente, visando preservar massa magra, reduzir complicações, melhorar resposta ao tratamento oncológico e qualidade de vida.
- Em pacientes com caquexia oncológica, o aporte proteico elevado (≥ 2,0 g/kg/dia) é suficiente para reverter a perda muscular, independentemente da resposta inflamatória sistêmica.
- No pós-operatório de cirurgias gastrointestinais oncológicas, recomenda-se jejum absoluto até completa cicatrização da anastomose para prevenir complicações infecciosas e nutricionais.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A intervenção nutricional precoce em oncologia é fundamental porque o câncer e seus tratamentos causam perda de apetite, inflamação e aumento do catabolismo, levando à perda de massa magra e piora do prognóstico.
Quando a ingestão oral não cobre necessidades, deve-se considerar suporte enteral ou parenteral. O enteral é preferível se o trato digestivo estiver funcional, pois preserva a integridade intestinal e reduz translocação bacteriana.
O suporte parenteral é indicado quando há obstrução, íleo, fístulas de alto débito ou má absorção que impedem nutrição adequada pela via digestiva.
Os objetivos são: preservar massa magra, reduzir complicações infecciosas e hospitalares, otimizar a tolerância ao tratamento oncológico e melhorar a qualidade de vida.
Planejamento inclui avaliação contínua, metas individualizadas de energia e proteína (ex.: aprox. 25–30 kcal/kg/dia; proteína 1,2–1,5 g/kg/dia) e adaptação conforme sintomas e resposta clínica.
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