Questão FC549575
Paciente oncológico em tratamento adjuvante apresenta episódios recorrentes de diarreia e mucosite oral. A equipe cogita uso de glutamina e probióticos para manejo do quadro. De ac
Nutrição Clínica e Dietoterapia
VUNESP · 2025
Paciente oncológico em tratamento adjuvante apresenta episódios recorrentes de diarreia e mucosite oral. A equipe cogita uso de glutamina e probióticos para manejo do quadro.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019), considerando as evidências disponíveis, assinale a alternativa que apresenta corretamente as recomendações atuais.
- Glutamina não tem evidência suficiente para diarreia ou mucosite; probióticos podem ser utilizados na prevenção e tratamento da diarreia, exceto em casos de alterações imunológicas.
- Glutamina não deve ser utilizada para diarreia, mas pode ser empregada na mucosite; probióticos devem ser restritos ao tratamento da diarreia já instalada.
- Glutamina só é contraindicada em falência orgânica múltipla; probióticos podem ser usados em todos os pacientes com diarreia, independentemente do estado imunológico.
- Glutamina é indicada para mucosite, mas não para diarreia; probióticos devem ser evitados durante o uso de quimioterapia.
- Glutamina pode ser usada para prevenção da mucosite; probióticos não apresentam benefício comprovado na diarreia associada ao câncer.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Glutamina: segundo a Diretriz BRASPEN 2019, não há evidência consistente que justifique seu uso rotineiro para prevenir ou tratar diarreia ou mucosite oral em pacientes oncológicos em terapia adjuvante. Estudos são heterogêneos e os resultados não permitem recomendação firme.
Probióticos: a diretriz admite seu uso na prevenção e tratamento da diarreia associada ao tratamento antineoplásico, pois algumas evidências mostram redução na incidência e gravidade.
Entretanto, há uma ressalva importante: evitar ou usar com cautela em pacientes com alterações imunológicas, como neutropenia ou barreira mucosa comprometida, devido ao risco de translocação e bacteremia/fungemia.
Escolher formulações com cepas estudadas (p. ex. Lactobacillus, Bifidobacterium) e monitorar clínica e laboratorialmente. Individualizar a indicação em conjunto com a equipe oncológica.
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