Questão FC549602
O manejo nutricional no pré-diabetes e no diabetes mellitus tipo 2 (DM2) deve ser individualizado, com foco em qualidade alimentar, energia adequada e metas metabólicas. Sobre as r
Nutrição Clínica e Dietoterapia
VUNESP · 2025
O manejo nutricional no pré-diabetes e no diabetes mellitus tipo 2 (DM2) deve ser individualizado, com foco em qualidade alimentar, energia adequada e metas metabólicas. Sobre as recomendações atuais, assinale a alternativa correta.
- Em pré-diabetes, recomenda-se iniciar terapia nutricional apenas após duas medições de hemoglobina glicada ≥ 6,5%, para garantir diagnóstico definitivo antes de intervenções dietéticas.
- O consumo de carboidratos simples deve ser aumentado para evitar hipoglicemias interprandiais, especialmente em pacientes em uso de sulfonilureias, independentemente do controle glicêmico.
- Padrões como mediterrânea/DASH são aceitáveis, mas o plano deve priorizar redução de carboidratos complexos e manutenção de gorduras saturadas, pois o impacto na HbA1c independe da qualidade dos alimentos.
- A terapia nutricional deve ser iniciada precocemente e personalizada, com redução de açúcares adicionados e carboidratos refinados, maior ingestão de fibras e energia adequada; low carb pode ser considerada caso a caso (com cautelas e contraindicações), sempre com monitorização profissional.
- O jejum intermitente é a estratégia preferencial para todos com DM2 por apresentar superioridade universal em controle glicêmico e redução de medicação.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Iniciação precoce e plano personalizado são fundamentais porque intervenções alimentares precoces retardam progressão do pré-diabetes e melhoram controle glicêmico no DM2.
Reduzir açúcares adicionados e carboidratos refinados diminui picos pós-prandiais; aumentar a ingestão de fibras melhora resposta glicêmica, saciedade e perfil lipídico.
Manter energia adequada garante perda de peso quando desejada sem déficit excessivo, preservando massa magra e evitando riscos metabólicos.
O uso de low carb pode ser adotado caso a caso, considerando preferências, adesão e segurança. Há contraindicações e cuidados, por exemplo em gravidez, transtornos alimentares, doença renal avançada e com medicações como insulina, secretagogos e inibidores de SGLT2, pelo risco de hipoglicemia ou cetose.
Por isso a conduta deve ter monitorização profissional regular para ajuste de dieta e medicamentos.
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