Questão FC549603
A Portaria SECTICS/MS no 7, de 28 de fevereiro de 2024, que torna pública a decisão de atualizar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapê
Nutrição Clínica e Dietoterapia
VUNESP · 2025
A Portaria SECTICS/MS no 7, de 28 de fevereiro de 2024, que torna pública a decisão de atualizar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Diabete Melito Tipo 2, em relação ao consumo de álcool, afirma corretamente que
- a ingestão de bebida alcoólica pode colocar as pessoas com diabete melito (DM) em maior risco de hiperglicemia tardia.
- é permitida a ingestão de, no máximo, uma dose diária de álcool por indivíduos com DM.
- a ingestão de bebida alcoólica estimula a gliconeogênese.
- não existe consumo de álcool isento de risco.
- as evidências mostram que existe benefício do consumo de álcool, em pequenas doses, relacionado à redução do LDL-colesterol.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Não existe consumo de álcool isento de risco significa que, para pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2, qualquer ingestão de bebidas alcoólicas pode produzir efeitos adversos relevantes. O álcool altera a homeostase da glicose, aumentando risco de hipoglicemia especialmente quando há uso de insulina ou secretagogos, e pode causar hiperglicemia variável por aporte calórico e resistência insulínica.
Há ainda risco de interações medicamentosas, agravamento de esteatose hepática, elevação de triglicerídeos, e piora de comorbidades cardiovasculares. Estudos mostram relação dose–resposta para danos hepáticos e pancreáticos, sem limiar seguro universal.
Na prática clínica, a conduta é orientar redução ou abstinência conforme contexto individual, avaliar medicação, função hepática e risco cardiovascular, e documentar aconselhamento sobre os riscos.
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