Questão FC578799
Imagine que Luciano foi eleito para o cargo de Prefeito do Município X, mas, durante o período eleitoral, sua campanha foi marcada pelo abuso do poder econômico. José, que também c
Dos Direitos e Garantias Fundamentais (arts. 5º a 17 da CF/1988)
VUNESP · 2025
Imagine que Luciano foi eleito para o cargo de Prefeito do Município X, mas, durante o período eleitoral, sua campanha foi marcada pelo abuso do poder econômico. José, que também concorreu ao mesmo cargo, inconformado por ter perdido o pleito por apenas 5 (cinco) votos, pretende impugnar o mandato eletivo, nos termos que disciplina a Constituição Federal.
Com base na situação hipotética, é correto afirmar que José
- poderá ajuizar ação de impugnação de mandato eleitoral, que tramitará em segredo de justiça, mas que o julgamento será público.
- deverá aguardar a posse de Luciano para ajuizar ação de impugnação de mandato eleitoral.
- poderá ajuizar ação na Justiça Eleitoral, no prazo de 15 (quinze) dias úteis contados da proclamação do resultado.
- poderá ajuizar ação de impugnação de mandato eletivo, que deve ser protocolada em 3 (três) dias contados da diplomação, dispensando-se a prova pré-constituída.
- deverá instruir a ação com provas do abuso do poder econômico e, se a ação for julgada improcedente pela totalidade dos membros do Tribunal Regional Eleitoral, será condenado ao décuplo das custas.
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Gabarito
A
Comentário do professor
José poderá ajuizar a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) visando a cassação do mandato em razão do abuso do poder econômico identificado na campanha.
Nos termos do art. 14, §10, da Constituição, o prazo é de 15 dias contados da diplomação, e, segundo o §11, o processo tramitará em segredo de justiça.
Há aparente tensão com o princípio da publicidade, pois o art. 93, IX, consagra que os julgamentos são públicos. A solução consolidada pela jurisprudência é que o segredo incide sobre o trâmite, mas o julgamento será público.
Para ajuizar a AIME é exigido que a ação seja instruída com provas ou indícios idôneos do abuso, não sendo necessário prova pré-constituída; a medida pode acarretar perda do mandato e inelegibilidade do eleito.
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