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Questão FC579048

Com vistas a regular o transporte individual de passageiros na localidade, o Município Alfa fez editar uma lei que regulamentou a atividade de táxi, sem que seja necessária a reali

Controle de Constitucionalidade

FGV · 2024

Com vistas a regular o transporte individual de passageiros na localidade, o Município Alfa fez editar uma lei que regulamentou a atividade de táxi, sem que seja necessária a realização de licitação para a respectiva autorização. Demais disso, tal norma vedou expressamente a realização do mencionado serviço por meio de aplicativos, bem como proibiu textualmente o transporte por mototáxi. Diante dessa situação hipotética, à luz da orientação do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que tal norma é inconstitucional

  1. em nenhum dos aspectos nela referidos, pois o Município está no regular exercício de sua competência, respeitando os princípios da ordem econômica.
  2. apenas em relação às vedações dela constantes, que extrapolam a competência municipal, considerando, ainda, a violação de princípios da ordem econômica.
  3. apenas em relação à autorização para os táxis, na medida em que ela deve ser obrigatoriamente precedida de licitação, apesar de não violar princípios da ordem econômica.
  4. apenas em relação ao transporte individual por aplicativo, diante da autorização para tal atividade constante da lei federal, tendo em vista os princípios da ordem econômica.
  5. em todos os referidos aspectos, pois a regulamentação do serviço em apreço é de competência da União, bem como diante da violação de princípios da ordem econômica.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Aplica‑se apenas o trecho proibitivo. O STF admite que o Município regulamente o serviço de táxi e institua regimes de autorização sem licitação dentro de sua esfera local. No entanto, as vedações expressas ao uso de aplicativos e ao transporte por mototáxi extrapolam a competência municipal e ferem princípios constitucionais da atividade econômica.

Tais proibições configuram barreiras administrativas que restringem a livre iniciativa, a livre concorrência e a proteção do consumidor, além de produzir efeito protecionista e desproporcional. Por isso, conforme a orientação do STF, são inconstitucionais somente esses dispositivos proibitivos, permanecendo válidas as demais normas de regulação municipal que respeitem os limites constitucionais.

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