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Questão FC600996

Eduardo foi declarado ausente judicialmente, após ter desaparecido sem deixar notícias. Em razão de sua ausência, seus bens foram arrecadados e o juiz nomeou um curador para a admi

Das Pessoas (arts. 1º a 78)

VUNESP · 2025

Eduardo foi declarado ausente judicialmente, após ter desaparecido sem deixar notícias. Em razão de sua ausência, seus bens foram arrecadados e o juiz nomeou um curador para a administração deles, determinando a publicação de editais em conformidade com a lei. Após um ano de publicação dos editais, seus herdeiros legítimos requerem a abertura da sucessão provisória. Passados cinco anos, um dos herdeiros solicita a conversão da sucessão provisória em definitiva. Considerando o caso hipotético narrado, assinale a alternativa correta.

  1. No caso de conversão da sucessão provisória em definitiva, os sucessores provisórios serão automaticamente considerados proprietários definitivos dos bens de Eduardo, extinguindo-se qualquer possibilidade de reivindicação futura.
  2. Após o pedido de abertura da sucessão provisória, a citação pessoal do curador é dispensável, bastando a citação dos herdeiros e a intimação do Ministério Público.
  3. A abertura da sucessão provisória só poderia ter sido requerida após três anos de publicações de editais, contados da arrecadação dos bens de Eduardo.
  4. Caso Eduardo ou um descendente seu retorne posteriormente e requeira a entrega dos bens, o juiz deverá permitir que os sucessores provisórios ou definitivos, o Ministério Público e a Fazenda Pública, contestem o pedido, conforme o procedimento comum.
  5. Findo o prazo de um ano dos editais, o juiz deverá converter automaticamente a sucessão provisória em sucessão definitiva.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Fundamento legal: o art. 745, §4º, do CPC dispõe que, regressando o ausente ou algum de seus descendentes ou ascendentes para requerer a entrega de bens, devem ser citados para contestar os sucessores provisórios ou definitivos, o Ministério Público e o representante da Fazenda Pública, seguindo-se o procedimento comum.

Prática: ao receber pedido de devolução, o juiz admite o contraditório formal, com citação das partes indicadas, para que possam impugnar a pretensão e produzir prova, não havendo rito especial além do procedimento comum.

Finalidade: proteger direitos dos sucessores, interesses públicos e credores, além de permitir aplicação das regras do Código Civil (por exemplo, art. 39, CC) sobre a forma da restituição dos bens ou do preço recebido por suas alienações.

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